União Europeia suspende importação de carnes brasileiras a partir de quinta-feira
Bloco europeu trava compra de carne bovina, aves, ovos, mel e outros produtos por falhas no controle de antimicrobianos
A partir de 3 de setembro, a União Europeia deve interromper as importações de diversos produtos de origem animal do Brasil, devido à falta de garantias na fiscalização do uso de antibióticos na produção pecuária, segundo a Comissão Europeia.
A União Europeia confirmou que suspenderá, desde esta quinta-feira (3), as importações de carne bovina, de aves e outros produtos de origem animal provenientes do Brasil. A decisão foi divulgada oficialmente no final de agosto e formalizada em junho pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e representa uma restrição comercial que pode perdurar por vários meses, afetando um setor estratégico da economia brasileira.
O principal motivo apontado pelo bloco europeu é o descumprimento, pelo Brasil, das normas sanitárias relativas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. A Comissão Europeia retirou o país de sua lista de países que atendem a essas regras em maio, após pressão do setor europeu ligada ao acordo de livre comércio com o Mercosul. Desde então, o Brasil não conseguiu apresentar garantias suficientes que comprovem a correção da situação.
Além da carne bovina e de aves, a suspensão abrange ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à produção de alimentos. Técnicos europeus estiveram recentemente no Brasil para realizar uma auditoria, avaliando a conformidade dos sistemas de controle adotados. Porém, o calendário da inspeção ocorreu às vésperas da efetivação da restrição, o que comprometeu a possibilidade de reverter a decisão a curto prazo.
Uma porta-voz da Comissão Europeia destacou que "o Brasil é um parceiro importante da UE e estamos trabalhando em estreita colaboração para garantir que cumpra esses requisitos. Assim que esse cumprimento for comprovado, as exportações para a UE poderão ser retomadas." Entretanto, até o momento, o governo brasileiro ainda não comentou oficialmente o anúncio mais recente. Em maio, o governo informou que
Fontes
- CNN Brasil imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





