Ciência

Especialistas destacam importância do apoio à pesquisa básica para inovação e resolução de crises

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Durante webinar do Global Research Council, representantes discutem o valor de financiar a curiosidade na ciência

Cientistas discutindo em webinar sobre pesquisa e inovação
Imagem: Agência FAPESP

Discussões abordaram o papel da pesquisa fundamental na geração de soluções para problemas sociais e econômicos, com foco em experiências de agências de fomento da América.

Durante um webinar promovido pelo Global Research Council (GRC), entidades de fomento à pesquisa de várias Américas destacaram a relevância do investimento contínuo na pesquisa básica, ou seja, aquela guiada pela curiosidade científica, como fundamento para inovação e resposta a crises. Segundo Raul Machado, gerente de Relações Institucionais da FAPESP, essa estratégia permitiu que o Estado de São Paulo, por exemplo, conseguisse realizar feitos emblemáticos, como o sequenciamento do genoma da bactéria Xylella fastidiosa, responsável pela doenças que afetam os citros. Cristina Vasquez, da Agência Nacional de Investigação e Inovação do Uruguai, reforçou a ideia de que diferentes países têm experiências variadas, mas que compartilhar essas trajetórias é fundamental para inspirar novas estratégias de financiamento. Ainda segundo Machado, desde a origem da FAPESP, em 1962, e ao passar dos anos, o apoio à pesquisa básica foi fundamental para formar uma base sólida de cientistas capazes de atuar em projetos de longo prazo, como o projeto genoma, desenvolvido em 1997, voltado ao combate da Xylella. Ele explicou que a criação de programas como os Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) em 2000 e os Centros de Ciência para Desenvolvimento (CCDs), criados em 2021, ampliaram ainda mais as possibilidades de aplicar o conhecimento científico na gestão pública. Ele concluiu afirmando que todo esse avanço só foi possível pelo investimento na curiosidade científica, que hoje permite a elaboração de pesquisas orientadas a resolver problemas concretos. James Wilsdon, do Reino Unido, destacou que termos como “ciência básica” ou “pesquisa guiada pela curiosidade” têm uma origem mais recente, sendo usados originalmente para justificar o financiamento do que como definições metodológicas, ressaltando a importância de compreender essas iniciativas como propulsoras de inovação.

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O que sabemos?

  • O apoio à pesquisa básica sustenta inovação e respostas a crises.
  • A FAPESP, criada em 1962, participou de projetos emblemáticos como o sequenciamento do genoma da bactéria Xylella fastidiosa.
  • Programas de pesquisa como CEPIDs e CCDs ampliam o impacto da ciência na gestão pública.
  • Termos como “ciência básica” surgiram recentemente e são usados para justificar financiamento.
  • As experiências de agências de fomento variam entre os países, mas o compartilhamento de estratégias é valorizado.

Fontes

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