Ciência

Estudo aponta que animais podem ter surgido há 200 milhões de anos a mais do que se pensava

Em apuração ?

Nova pesquisa usa microfósseis para reavaliar a história evolutiva dos seres vivos na Terra

Microfósseis preservados na formação geológica da Mongólia
Imagem: CNN Brasil

Pesquisadores analisaram microfósseis de uma formação na Mongólia e sugerem que os animais podem ter surgido até 200 milhões de anos antes do previsto. A descoberta desafia teorias antigas e abre novas possibilidades sobre a origem da vida animal.

Segundo uma pesquisa divulgada na revista Science Advances, a origem dos animais na Terra pode ter ocorrido até 200 milhões de anos além do que os cientistas acreditavam até então. A análise foi baseada no estudo de mais de 140 microfósseis preservados na formação da Biota de Kheseen, localizada na Mongólia, que apresenta um nível de preservação bastante elevado.

De acordo com os autores do estudo, a pesquisa que utilizou microscopia eletrônica de varredura revelou novas espécies de microfósseis, além de fósseis semelhantes a embriões com células internas. Ainda que nenhum deles possa ser classificado atualmente como um animal completo, as amostras levantam questionamentos importantes às teorias estabelecidas até agora, que sustentam uma data mais recente para o surgimento dos animais na história do planeta.

Para compreender melhor esse cenário, os cientistas recorreram à técnica de análise de relógio molecular, que compara diferenças genéticas entre espécies atuais usando dados do registro fóssil. Quando fizeram essa análise com os fósseis descobertos na Mongólia e os compararam com a Biota de Weng'an, na China, eles concluíram que os animais poderiam ter surgido cerca de 200 milhões de anos antes do que a data mais antiga anteriormente aceita. Enquanto a Biota de Weng'an tem aproximadamente 590 milhões de anos, a de Kheseen, que é mais recente, sugere uma origem ainda mais antiga para os seres vivos.

Segundo um dos especialistas envolvidos no estudo, a possibilidade de os animais já existirem na Terra na época em que a Biota de Weng'an surgiu amplia o entendimento sobre a evolução da vida. Ainda não há confirmação oficial de que os microfósseis representam formas de vida animais, uma questão que aguarda mais estudos. A pesquisa, ainda sem comprovação definitiva e aguardando validação por outras fontes, já provoca uma reviravolta nos paradigmas tradicionais da paleontologia.

Até o momento, o estudo é o único divulgado por fontes como a CNN Brasil, e os cientistas dizem que novas pesquisas devem ajudar a esclarecer essa hipótese. Caso se confirme, a descoberta alteraria fundamentalmente a linha do tempo evolutiva, movimentando as datas de surgimento dos animais na história do planeta e, possivelmente, modificando as respostas para muitas perguntas sobre a origem da vida na Terra.

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O que sabemos?

  • Análise de microfósseis na Mongólia sugere que animais podem ter surgido até 200 milhões de anos antes do pensado anteriormente.
  • A pesquisa usou microscopia eletrônica de varredura para estudar as amostras.
  • Foram analisados mais de 140 microfósseis com bom nível de preservação.
  • A comparação foi feita com a Biota de Weng'an, na China, que tem cerca de 590 milhões de anos.
  • Ainda não há confirmação oficial de que as amostras representam formas de vida animais.

Fontes

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