Ciência

Crustáceo 'alienígena' de tamanho semelhante a um Poodle é descoberto em águas profundas

Em apuração ?

Animal apresenta 14 patas, casco blindado e um gene bacteriano que favorece sua sobrevivência em ambientes extremos

Crustáceo de águas profundas com casco blindado e múltiplas patas caminhando no fundo do oceano
Imagem: CNN Brasil

Um crustáceo de águas profundas, do tamanho de um Poodle Toy, com 14 patas e capacidade de passar anos sem se alimentar, foi estudado por cientistas. A descoberta revela estratégias biológicas únicas para sobreviver nas condições extremas do fundo do oceano.

Segundo pesquisadores do Instituto de Oceanologia da Academia Chinesa de Ciências e da Universidade Chinesa de Hong Kong, uma espécie de crustáceo que habita os ambientes mais inóspitos do fundo do oceano tem impressionado a comunidade científica por suas características extraordinárias. Conhecido por seu aspecto incomum, semelhante a um 'alien', esse animal — que pode atingir o tamanho de um pequeno cão, como o Poodle Toy — possui 14 patas articuladas e um exoesqueleto rígido que funciona como uma armadura contra a enorme pressão das profundezas marítimas. Sua anatomia robusta lhe permite enrolar-se completamente, formando uma bola resistente que serve de defesa contra predadores ou obstáculos no ambiente hostil.

Até o momento, estudos focaram em duas espécies principais: o Bathynomus doederleini e o Bathynomus jamesi. A análise revelou que o estômago desses crustáceos ocupa cerca de dois terços do corpo, permitindo-lhes armazenar grandes quantidades de alimento, essencial para sobreviverem à escassez de recursos nas regiões que variam de 300 a quase 3 mil metros de profundidade. Além disso, bactérias do grupo Chlamydiae presentes em seu sistema digestivo colaboram no armazenamento de gorduras, ajudando na manutenção do animal por longos períodos sem necessidade de se alimentar.

O aspecto mais surpreendente, porém, envolve seu DNA. Cientistas descobriram que esses crustáceos possuem um gene chamado ND1, que foi incorporado ao seu genoma por meio de uma transferência horizontal de genes — um processo raro no qual um organismo adquire material genético de uma espécie completamente diferente, neste caso, uma bactéria simbiótica. Segundo os pesquisadores, esse gene funciona como um interruptor metabólico, permitindo que o animal reduza drasticamente seu consumo energético sob temperaturas extremamente baixas e grande pressão. Testes em laboratórios indicam que esse mecanismo faz com que suas refeições possam durar anos, uma estratégia que aumenta suas chances de sobrevivência em um ambiente de vida difícil e pouco nutritivo.

Apesar do potencial revolucionário dessas descobertas, ainda não há confirmação oficial de que a pesquisa tenha sido concluída ou publicada de forma definitiva. A fonte consultada, uma revista científica, afirma que a informação é baseada em estudos recentes, mas aguarda confirmação de outros grupos de pesquisa para validar os resultados. Ainda assim, a descoberta oferece uma visão fascinante sobre como a vida consegue se adaptar às condições mais extremas da Terra, revelando estratégias evolutivas que parecem saídas de ficção científica.

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O que sabemos?

  • O crustáceo mede aproximadamente o tamanho de um Poodle Toy.
  • Possui 14 patas e uma armadura rígida.
  • O estômago ocupa cerca de dois terços do corpo, facilitando armazenamento de alimentos.
  • Tem um gene chamado ND1, proveniente de bactéria, que reduz o consumo de energia.

Fontes

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