Especialistas explicam a importância da esfoliação corporal para a saúde da pele
Procedimento que remove células mortas ajuda na renovação e manutenção da pele mais saudável
A esfoliação corporal é um passo na rotina de cuidados que ajuda a renovar a pele, removendo células mortas. Tipos físico e químico oferecem opções variadas, dependendo do tipo de pele. Especialistas recomendam cuidados na frequência e na escolha do produto.
A rotina de cuidados com o corpo muitas vezes inclui o uso de um esfoliante corporal, um produto que, apesar de comum na beleza, tem uma função importante na saúde da pele. Segundo fontes especializadas, a principal função desse procedimento é remover as células mortas acumuladas na camada mais superficial da pele, a camada córnea, favorecendo uma aparência mais lisa, uniforme e saudável.
Segundo a dermatologista Samara Kouzak, a camada córnea composta por células queratinizadas passa por um processo natural de renovação contínua, mas esse ritmo tende a desacelerar com o envelhecimento, exposição ao sol e poluição. Quando isso ocorre, a pele pode parecer opaca, áspera e de textura irregular, o que justifica o uso da esfoliação para acelerar a renovação celular.
Existem dois tipos principais de esfoliantes: o físico e o químico. O físico funciona por meio de partículas sólidas, como microesferas, açúcar ou grânulos, que promovem uma abrasão mecânica na pele. Já o químico utiliza ácidos, como o glicólico ou o lático, ou enzimas que dissolvem as ligações entre as células mortas sem a necessidade de fricção. Ambos os métodos visam desobstruir poros, melhorar a textura e potencializar a absorção de hidratantes.
De acordo com Kouzak, a escolha do tipo de esfoliante depende das características da pele e do objetivo do tratamento. Em peles mais resistentes, uma esfoliação física suave pode ser tolerada, enquanto que em peles sensíveis, os ativos químicos, utilizados em concentrações adequadas, costumam ser preferidos. Ainda assim, a recomendação geral é aplicar o produto na pele limpa e úmida, durante o banho, preferindo água morna para abrir os poros.
Outro fator importante é a frequência de uso. Para quem tem a pele normal, a recomendação é uma a duas vezes por semana. Em peles mais sensíveis, o intervalo pode ser maior, chegando a uma vez por mês. O excesso de esfoliação pode prejudicar a proteção natural da pele, causando irritação, sensação de repuxamento, vermelhidão e até maior propensão à descamação, alertam especialistas. Assim, o cuidado na escolha e na rotina de aplicação é essencial para manter a saúde da pele sem causar danos.
O que sabemos?
- A esfoliação corporal remove células mortas e ajuda na renovação da pele.
- Existem dois tipos principais: físico e químico.
- A frequência recomendada varia de uma a duas vezes por semana para peles normais.
- Uso excessivo pode prejudicar a proteção natural da pele.
Fontes
- CNN Brasil imprensa




