Estudos sugerem que aprender idiomas na vida adulta pode beneficiar a saúde cerebral
Especialistas destacam potencial de bilinguismo na preservação da memória com o envelhecimento
Pesquisa aponta que o aprendizado de novos idiomas estimula múltiplos processos mentais e pode contribuir para a saúde do cérebro ao longo da vida, especialmente em relação à memória e à reserva cognitiva.
Segundo uma fonte que reúne estudos de universidades renomadas, aprender uma nova língua na fase adulta é uma atividade mental altamente complexa que mobiliza várias funções cerebrais ao mesmo tempo, podendo ajudar na manutenção da saúde cerebral com o envelhecimento. A pesquisa, conduzida por uma linguista sênior em universidades dos Estados Unidos, destaca que essa atividade exige que os indivíduos memorizem palavras, reconheçam sons desconhecidos, identifiquem padrões, deduzam regras gramaticais e sintam-se capazes de usar a língua no momento certo, tudo enquanto ouvem, interpretam e respondem.
De acordo com a especialista, o esforço mental envolvido no aprendizado de idiomas é intenso o suficiente para promover mudanças na estrutura e na atividade cerebral, refletidas tanto na quantidade de substância cinzenta — que armazena neurônios — quanto na substância branca, composta por fibras nervosas que interligam diferentes regiões do cérebro. Estudos indicam que bilíngues apresentam maior densidade de substância cinzenta ou uma melhor integridade da substância branca em comparação com monoglotes, o que reforça a hipótese de que a experiência com múltiplos idiomas influencia positivamente a estrutura cerebral.
Outro conceito fundamental para entender essa relação é a reserva cognitiva, que se refere à capacidade do cérebro de preservar funções cognitivas mesmo diante de alterações ou danos causados pela passagem do tempo. Assim, ser bilíngue ou aprender idiomas pode fortalecer essa reserva, ajudando na prevenção de doenças relacionadas à memória, como a demência. A pesquisa sugere que essa atividade é uma forma rica de exercício cognitivo, promovendo uma maior plasticidade cerebral, ou seja, a capacidade de adaptação do cérebro ao longo da vida.
Embora ainda precise de confirmações adicionais, a fonte aponta que o aprendizado de idiomas não só enriquece a vida social e comunicativa, mas também oferece benefícios no aspecto neurológico. Para quem tem interesse em preservar a memória e manter o cérebro ativo na terceira idade, dedicar-se a aprender novas línguas surge como uma opção válida e estimulante, além de uma oportunidade de ampliar horizontes culturais e sociais.
O que sabemos?
- Aprender idiomas exige memorização, reconhecimento de sons e regras gramaticais.
- Estudos indicam que bilíngues têm maior densidade de substância cinzenta e branca no cérebro.
- A reserva cognitiva ajuda a preservar funções cerebrais mesmo com envelhecimento.
- Atividade cognitiva contínua, como aprender idiomas, pode fortalecer a saúde cerebral.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa




