Ciência

Pesquisa revela que quase metade dos trabalhadores admite fingir ocupação para evitar mais tarefas

Em apuração ?

Profissionais recorrem a estratégias silenciosas no dia a dia de trabalho, segundo levantamento da Heach Recursos Humanos

Homem e mulher em ambiente de escritório, com expressão distraída e celular na mão
Imagem: G1

Estudo com 2.487 profissionais aponta que 48,6% já fingiram estar ocupados para fugir de demandas extras, levantando questões sobre gestão de tarefas e relacionamento no ambiente corporativo.

Um levantamento recente realizado pela Heach Recursos Humanos revelou que uma significativa parcela dos profissionais brasileiros adota comportamentos que muitas empresas dificilmente detectam na rotina de trabalho. Segundo a pesquisa, que ouviu 2.487 trabalhadores de diferentes segmentos, 48,6% afirmaram já ter fingido estar ocupados para evitar receber novas tarefas, uma prática que reflete as tensões e dificuldades em gerenciar a carga de trabalho no Brasil.

Este dado chama atenção principalmente pelo fato de que a mesma pesquisa aponta que 69,4% dos participantes já buscaram uma nova oportunidade de emprego sem comunicar a atual empregadora, atitude que evidencia uma tentativa de mantenar discreto um desejo de mudança profissional. Além disso, quase dois terços dos entrevistados (66,8%) admitiram resolver assuntos pessoais durante o horário de expediente, prática que muitas empresas veem como uma afronta à produtividade. Outros comportamentos listados envolvem fazer entrevistas de emprego enquanto ainda estão empregados, com 54,7% dos profissionais revelando que participaram de processos seletivos no período trabalhista.

Quanto às ações que envolvem a gestão do tempo, 51,2% disseram já ter criado uma falsa impressão de que estavam trabalhando, enquanto na realidade realizavam atividades pessoais. Ainda nesta linha, 39,7% de quem respondeu afirmou que inventou justificativas ou exagerou motivos para atrasos ou ausências, reforçando o desafio de controle de horários e dedicação no ambiente corporativo. A utilização de atestado médico, mesmo acreditando-se ser possível trabalhar, foi mencionada por 33,6% dos entrevistados, apontando ainda mais a complexidade de lidar com a rotina profissional atual.

De acordo com o CEO da Heach, Elcio Teixeira, os números não devem ser interpretados como uma(produtiva ou improdutiva), mas sim como um reflexo de como os funcionários tentam administrar suas limitações e pressões diárias. Para ele, essas atitudes podem ser parte de um fenômeno mais amplo, que inclui desde estratégias para sobreviver às altas cargas de trabalho até tentativas de manter uma vida privada distante do olho atento da gestão. Apesar de os comportamentos terem o potencial de impactar a produtividade das empresas, ainda não está confirmado oficialmente qualquer efeito direto desses fatores na rotina organizacional.

Por enquanto, o levantamento coloca em xeque as métricas tradicionais de avaliação do desempenho e reforça a necessidade de diálogo mais aberto entre empregadores e empregados, buscando entender o que de fato ocorre na rotina dos trabalhadores. Ainda não há uma conclusão definitiva sobre os efeitos desses comportamentos a longo prazo, tampouco um posicionamento oficial das empresas diante dessas revelações, que ainda aguardam confirmação de outras fontes.

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O que sabemos?

  • 49% dos profissionais já fingiram estar ocupados para evitar mais trabalho.
  • 69,4% procuraram outro emprego sem avisar a empresa.
  • 66,8% resolveram assuntos pessoais durante o expediente.
  • 54,7% fizeram entrevistas de emprego no horário de trabalho.
  • 48,6% fingiram estar ocupados para não receber novas tarefas.

Fontes

  • G1 imprensa
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