Camada de ozônio alcança um de seus menores tamanhos em décadas, indicando sinais de recuperação
Dados da Organização Meteorológica Mundial reforçam progresso global contra a destruição da camada de ozônio
Segundo a OMM, o buraco na camada de ozônio do ano passado foi um dos menores registrados desde 1992, refletindo o sucesso de políticas ambientais internacionais.
Recentemente, um novo boletim divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) trouxe uma notícia animadora para o meio ambiente: o buraco na camada de ozônio atingiu um dos menores tamanhos em décadas. Segundo a análise, o buraco registrado no ano passado foi o quarto ou quinto menor desde o início das observações, em 1992, período marcado pelo agravamento severo da destruição dessa camada vital para proteger a Terra da radiação ultravioleta (UV).
De acordo com o boletim, essa redução se deve ao contínuo progresso das ações internacionais de preservação, especialmente ao sucesso do Protocolo de Montreal, assinado em 1987, que determinou a eliminação gradual do uso de substâncias químicas destruidoras do ozônio, como os clorofluorcarbonos (CFCs). A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, afirmou que "esta é uma história de sucesso ambiental. Desde 2000, a camada de ozônio vem se recuperando, e podemos esperar uma recuperação completa dentro de várias décadas".
Entretanto, o boletim também aponta que, apesar dessa tendência de melhora, há oscilações e desafios. Uma delas é o aumento da radiação ultravioleta em algumas regiões da Europa, que, desde a década de 1990, chegou a crescer até 20% em certos locais. Esta elevação foi atribuída principalmente à redução das nuvens, levando a um período maior de insolação. Segundo especialistas, essa maior exposição à radiação UV eleva o risco de câncer de pele e de outras doenças relacionadas.
O documento também destaca que, além do progresso no controle das substâncias destruidoras, o acompanhamento constante da atmosfera é imprescindível. Foram identificadas emissões inesperadas de CFC-11 até 2018 e de HFC-23, gases utilizados como substitutos, mas que retêm muito calor na atmosfera. Por isso, continua sendo essencial a fiscalização e a continuidade do monitoramento de tais gases, que ainda podem impactar a recuperação da camada de ozônio.
O boletim, divulgado durante o Dia Mundial do Ozônio em 16 de setembro, também celebra a décima edição da Emenda de Kigali, adotada em 2016, que visa reduzir o uso de hidrofluorcarbonetos (HFCs). Esses gases não destroem o ozônio diretamente, mas contribuem para o efeito estufa, já que retêm milhares de vezes mais calor que o dióxido de carbono. Assim, essa medida busca equilibrar o controle de gases de efeito estufa com a proteção da camada de ozônio.
Segundo dados ainda não confirmados por outras fontes, as medições atmosféricas indicam que, nas últimas quatro décadas, houve reduções significativas nas concentrações das substâncias nocivas ao ozônio. Contudo, o monitoramento contínuo permanece fundamental para evitar emissões inesperadas e garantir que os avanços não sejam revertidos. A melhora do buraco na camada de ozônio demonstra que ações globais podem produzir resultados concretos, mas a atenção e o compromisso precisam permanecer firmes, especialmente frente às mudanças ambientais e às novas emissões que ainda ameaçam essa recuperação gradual.
O que sabemos?
- O buraco na camada de ozônio foi um dos menores desde 1992.
- A recuperação reflete o sucesso do Protocolo de Montreal.
- O boletim foi divulgado durante o Dia Mundial do Ozônio, em setembro.
- Houve aumento da radiação UV em algumas regiões da Europa desde os anos 1990.
Fontes
- Olhar Digital fonte especializada





