Ciência

Estudantes de internato descobrem antiga Igreja Viking na Escócia

Em apuração ?

Escavações revelam estrutura de mais de 1.100 anos na ilha de Swona

Ruínas de uma antiga estrutura na ilha de Swona, na Escócia, suspeita de ser uma Igreja Viking
Imagem: Aventuras na História

Durante uma expedição educativa, alunos de um colégio na Escócia encontraram ruínas que podem ser uma Igreja Viking do século 10 ou 11, surpreendendo especialistas.

Uma revelação surpreendente ocorreu na Escócia, onde estudantes de um renomado internato descobriram restos arqueológicos que podem representar uma antiga Igreja da Era Viking com mais de 1.100 anos de idade. A descoberta aconteceu durante uma expedição de limpeza e investigação na ilha remota de Swona, na região de Orkney, ligada ao projeto anual de serviço do colégio Gordonstoun. Segundo a fonte da reportagem, os alunos participaram de escavações apoiadas por arqueólogos locais, e essa foi a primeira vez que a estrutura foi explorada de forma detalhada após várias avaliações.

De acordo com Daniel McLean, diretor do internato e responsável pela organização do projeto, tudo na estrutura parecia indicar sua origem medieval. Ele afirmou que "tudo [se encaixava], como o tamanho, o comprimento, a proporção entre largura e altura, a orientação leste-oeste, a posição da porta e os métodos de construção — tudo apontava para uma igreja do início da Idade Média." A equipe iniciou as escavações pelo litoral leste das ruínas, na esperança de encontrar o altar, e a estratégia se mostrou certeira. A equipe terminou por descobrir os alicerces do altar e um degrau colocado em frente a ele, sinais evidentes de que estavam diante de uma edificação religiosa significativa da antiga cultura Viking.

Um dos estudantes presentes na escava, Archie Maclean, revelou-se impressionado com o estado de preservação do local. Em entrevista, ele afirmou: "Quando você vê o altar pessoalmente, pensa: ‘Nossa, ainda é um altar depois de todo esse tempo’." Ainda segundo Maclean, a estrutura da igreja permanece visível mesmo após séculos de erosão causada pelo clima e pelo tempo. Para realizar as escavações, os estudantes tiveram que montar acampamentos temporários, restaurando inclusive o piso de um casebre abandonado na ilha, que não possuía eletricidade e tinha um poço de água de mais de mil anos de idade.

A equipe, que contou com o apoio da família Annal, proprietária da ilha, e do grupo local Swona Heritage Group, precisou superar a distância de aproximadamente 10 horas de viagem, que envolveu ônibus, balsa e barco até chegar ao local. A expectativa agora é que as próximas etapas de pesquisa envolvam análise de dados de GPS e a utilização de imagens digitais para criar um modelo tridimensional da estrutura. Os arqueólogos aguardam também resultados de análises que possam confirmar a idade exata da igreja, que acredita-se ser do século 10 ou 11, período de grande influência viking na região.

Apesar de ainda não haver confirmação definitiva, a descoberta certamente abre novas perspectivas sobre a presença cultural e religiosa dos vikings na Escócia medieval, e especialistas aguardam ansiosamente por mais detalhes que possam esclarecer a importante peça do passado escocês e vikings. Ainda não há pronunciamento oficial das autoridades ou do colégio sobre o tema, deixando o mistério no ar enquanto as investigações avançam.

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O que sabemos?

  • Estudantes de um internato na Escócia encontraram ruínas que podem ser uma Igreja Viking de mais de 1.100 anos.
  • A descoberta foi feita na ilha de Swona durante uma expedição de escavação apoiada pelo colégio Gordonstoun.
  • Os arqueólogos identificaram a estrutura como uma igreja do século 10 ou 11, com base nas suas características arquitetônicas.
  • A equipe encontrou o altar e um degrau em frente a ele, indicando uso religioso antigo.
  • A estrutura permanece visível apesar da erosão, impressionando os estudantes com sua conservação.

Fontes

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