Novo gigante lunar: crateras de impacto revelam história recente da Lua
Descoberta de crateras recém-formadas amplia compreensão sobre impactos no satélite natural da Terra
Uma crateras de impacto com mais de 200 metros de diâmetro foi detectada na Lua, provavelmente formada entre abril de 2024 e maio de 2025. Estudo revela efeitos das colisões e o impacto de fatores ambientais na superfície lunar.
Recentemente, pesquisadores anunciaram a descoberta de uma grande cratera na Lua, considerada a maior formação por impacto identificada na atualidade em todo o sistema solar. Segundo informações divulgadas pela NASA, a cratera emergiu entre abril de 2024 e maio de 2025, e sua observação só foi possível graças às imagens capturadas pelo orbitador lunar da NASA, o Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO). Essa missão, que já está em sua fase avançada após o seu lançamento em 2009, tem como objetivo estudar detalhes da superfície lunar, como topografia, composição, temperatura e radiação. A imagem que revelou o impacto foi capturada em 3 de março de 2026.
A nova formação tem cerca de 728 pés de diâmetro, aproximadamente o tamanho de duas quadras de futebol, e uma profundidade de 141 pés — o que equivale a três ônibus escolares empilhados. Segundo a fonte, a formação foi causada por uma colisão de um asteroide ou cometa do tamanho de um prédio de três a seis andares, um evento que, estima-se, ocorre na Lua a cada 132 anos. A identificação dessa cratera é considerada uma oportunidade única de estudo, pois ela caiu em um período em que o LRO esteve examinando a área, possibilitando analisar o antes e depois da colisão.
O impacto também provocou efeitos mais amplos na região ao redor. A equipe de pesquisa, liderada por um especialista de um laboratório de estudos planetários, utilizou um equipamento da missão, o Diviner, para medir as temperaturas próximas ao local da cratera. Foi notado que uma área de cerca de quatro milhas de extensão ficou até 16 graus Fahrenheit mais fria do que as regiões ao redor durante o período noturno lunar. Segundo o responsável pelo estudo, isso ocorre porque o impacto destabilizou o solo lunar, chamado de regolito, que fica menos compacto, reduzindo sua capacidade de reter calor. Além disso, os pesquisadores observaram que os detritos e materiais expelidos do impacto se dispersaram por mais de 75 milhas, demonstrando como os efeitos de uma colisão podem se espalhar por uma vasta área.
Essa descoberta tem grande importância para futuras missões de exploração lunar, especialmente para entender as condições do solo onde rover ou astronautas poderão pousar. A possibilidade de impactos recentes também reforça as dificuldades de construir e operar na superfície lunar, dado o risco de novos eventos de impacto que podem alterar as condições do terreno ao longo do tempo. A comunidade científica comemora essa oportunidade de observar de perto um fenômeno raro, considerado uma “observação única na vida”, segundo a fonte oficial.
Até o momento, o nome dado à nova cratera é uma homenagem ao lunarista Tom McGetchin, falecido em 1979, uma prática comum em pesquisas astronômicas para prestar tributo a pioneiros do estudo do satélite. Ainda não há confirmação oficial de outras implicações, e o clube responsável pelas missões, NASA, ainda não se pronunciou oficialmente a respeito da descoberta. Contudo, a equipe de análise destaca que eventos desse porte ajudam a entender melhor o comportamento da superfície lunar frente a impactos e podem orientar futuras estratégias de exploração e proteção do ambiente lunar.
O que sabemos?
- A cratera tem aproximadamente 728 pés de diâmetro e 141 pés de profundidade.
- Foi formada entre abril de 2024 e maio de 2025 por impacto de um asteroide ou cometa.
- A descoberta foi feita por uma imagem do LRO capturada em março de 2026.
- Impacto causou uma área ao redor até 4 milhas de extensão a ficar mais fria durante a noite lunar.
Fontes
- Smithsonian Magazine fonte especializada





