NASA avança com nova missão para explorar o universo em infravermelho
Primeiro telescófico da classe Probe Explorers, PRIMA promete revelar segredos cósmicos ainda obscuros
A NASA anunciou que a missão PRIMA, um telescópio de infravermelho, dará início à próxima fase de desenvolvimento, com previsão de lançamento em 2033, buscando entender origens do cosmos e formação de estrelas.
A NASA revelou nesta semana que a missão PRIMA (PRobe far-Infrared Mission for Astrophysics) avançou para a fase seguinte de seu desenvolvimento, o que representa um passo importante na sua implantação. Segundo a própria agência, esse telescópio espacial será uma inovação ao explorar o universo em ondas de luz infravermelha, uma faixa pouco estudada por outros instrumentos atualmente em operação.
Inaugurando uma nova classe de missões, denominada Probe Explorers, o PRIMA é considerado uma peça-chave para ampliar nossa compreensão sobre a formação de planetas, estrelas e buracos negros, além de ajudar a esclarecer como a água, elemento essencial à vida, chegou à Terra. A missão foi selecionada pela NASA para passar para a fase de design preliminar, a chamada fase B, que envolve o desenvolvimento de tecnologia e planejamento detalhado. Ainda não há confirmação oficial de que sua implementação em fase C, que envolve a execução do projeto, esteja garantida, pois o projeto passará por uma revisão de desempenho técnico, financeiro e de cronograma antes de avançar.
O custo estimado da missão, caso seja oficialmente autorizada, fica em torno de 1,2 bilhão de dólares, excluindo custos de lançamento e outros despesas indiretas, enquanto a expectativa é de que o lançamento ocorra em 2033. O telescópio terá uma lente de 1,8 metro (cerca de 5,9 pés), permitindo que a missão realize estudos profundos e sensíveis do universo, preenchendo uma lacuna entre observatórios de infravermelho, como o Telescópio Espacial James Webb, e radiotelescópios terrestres.
De acordo com o responsável pela missão, ela permitirá uma observação detalhada das origens de exoplanetas, o crescimento de galáxias e buracos negros ao longo do tempo cósmico, além de analisar a formação de poeira e elementos pesados no universo. Shawn Domagal-Goldman, diretor da Divisão de Astrofísica da NASA, destacou a importância de ampliar as capacidades de observação do universo, afirmando que "com nossas missões como Webb e Roman, que já estão em andamento, e com o novo PRIMA, estaremos iniciando uma nova década de descobertas no espaço".
O projeto é gerenciado pelo Laboratório de Propulsão a Jato da NASA (Jet Propulsion Laboratory) na Califórnia, com participação também do Goddard Space Flight Center, em Maryland, e do Marshall Space Flight Center, em Alabama. A decisão de avançar depende de uma avaliação técnica detalhada que ainda não foi concluída, e o resultado dessa análise determinará se a missão seguirá para sua fase de execução. Até lá, a expectativa é alta entre os cientistas, que veem no PRIMA uma oportunidade de ampliar os horizontes do conhecimento humano sobre o universo e seus mistérios ainda não resolvidos.
O que sabemos?
- A missão PRIMA é um telescópio de infravermelho que ajudará a estudar o universo.
- Foi selecionada pela NASA para avançar na fase de desenvolvimento, chamada fase B.
- O lançamento está previsto para 2033, com duração de cinco anos.
- O projeto é gerenciado pelo Jet Propulsion Laboratory (Califórnia).
Fontes
- NASA fonte oficial




