Ciência

Mudanças na história: estudo revela amputação do nariz de mulher há 700 anos na China

Em apuração ?

Achados arqueológicos sugerem punição antiga por crimes, possivelmente adultério ou roubo de animais

Reconstrução imaginada da mulher com deformidade nasal causada por amputação antiga
Imagem: Revista Galileu

Uma descoberta arqueológica na China aponta que, há cerca de 700 anos, uma mulher teve parte do nariz amputada como punição. Essa prática, que remete a registros históricos, foi identificada por especialistas que analisaram seu esqueleto, revelando detalhes sobre punições passadas na China antiga.

Uma descoberta arqueológica feita na China trouxe à tona uma teoria intrigante sobre punições na antiguidade. Segundo informações divulgadas por uma única fonte especializada, uma mulher que viveu há aproximadamente 700 anos pode ter tido parte do nariz amputada como forma de punição por um crime, uma prática associada a registros históricos da época. O esqueleto da mulher foi encontrado em 2019, durante escavações em um cemitério na província de Henan, no leste do país. A área revelou uma quantidade considerável de esqueletos — cerca de 300 ao todo — mas foi somente após análise detalhada, em 2024, que pesquisadores notaram características incomuns na estrutura do crânio que sugerem uma amputação nasal.

De acordo com o arqueólogo Yawei Zhou, da Universidade de Zhengzhou, a principal evidência foi uma abertura nasal maior do que a usual, conhecida como abertura piriforme. A análise revelou que os dois ossos nasais foram parcialmente amputados, deixando apenas uma metade da ponte do nariz. Além disso, diversos ossos internos do nariz apresentavam fraturas, enquanto sinais de cicatrização indicam que a mulher viveu após o ferimento, sobrevivendo por um bom tempo. Históricos indicam que, na China antiga, a amputação do nariz era uma punição usual para roubos de gado e adultério, sobretudo ao final da Dinastia Yuan, que terminou no século XIV.

O que chama atenção na descoberta, além da lesão, é a forma como a mulher foi enterrada: sozinha, de bruços, em um local separado e sem a presença de familiares ou integrantes da comunidade. Para Qian Wang, antropólogo da Universidade Texas A&M e coautor do estudo, essa postura e o local de sepultamento reforçam a ideia de que ela foi considerada uma rejeitada ou marginalizada após sua morte.

Publicidade

Fontes

Publicidade