Equipe da missão em Marte realiza novo perfuração em rocha no cráter Gale
Cientistas aguardam análise de amostra que pode revelar minerais semelhantes aos encontrados na Colúmbia Britânica o que aumenta a curiosidade sobre a história geológica do planeta vermelho
A equipe da missão Curiosity, que percorre o crater Gale, realizou nesta semana a perfuração de seu 48º alvo rochoso, chamado Basque Lakes. Localizada na área conhecida como Cache Creek, a região possui diversidade geológica e conexão com características terrestres, levantando hipóteses sobre a história de Marte.
Segundo informações divulgadas pela NASA, a equipe responsável pela missão do rover Curiosity realizou nesta semana a perfuração do seu 48º alvo rochoso na cratera Gale, especificamente na área denominada Cache Creek. Essa região, nomeada após uma variedade de características geológicas na Colúmbia Britânica, Canadá, tem atraído o interesse devido à sua diversidade de formações, incluindo rochas oceânicas, sedimentos marinhos, rochas vulcânicas e depósitos glaciares, além de ser fonte de lagos com química incomum que poderia ter analogias com antigos lagos em Marte.
Segundo a NASA, as análises iniciais realizadas com equipamentos como o espectrômetro de raios X (APXS), a câmera MAHLI e o laser ChemCam foram essenciais para determinar se a perfuração poderia prosseguir. Essas ferramentas avaliaram a química e a textura da rocha, ajudando a equipe a decidir se o material era apropriado para coleta. Ainda de acordo com a fonte, após o procedimento, o rover imortalizou a área com imagens detalhadas, incluindo o solo ao redor do alvo chamado “Peace River” e um depósito de blocos dispostos de forma caótica, nomeado “Cordillera”, localizado na base de um butte próximo.
Apesar deRigidez de energia e o envelhecimento do rover apresentarem limitações, a equipe conseguiu planejar ainda outras atividades, como a captura de imagens do terreno ao redor para fornecer contexto às amostras e análise de outros alvos também com o ChemCam. A expectativa é de que a análise mais aprofundada do mineral extraído aconteça na próxima semana, com o envio da amostra ao instrumento SAM (Sample Analysis at Mars), que deve revelar detalhes sobre sua composição e possível história de deposição e alteração mineralógica.
Segundo Lucy Thompson, cientista sênior da equipe, a análise do mineral “poderá indicar minerais semelhantes aos encontrados na região de Cache Creek na Terra, o que aumentaria nossas hipóteses sobre a passado geológico de Marte e seus ambientes aquáticos antigos.” Ainda não há confirmação se os minerais encontrados trarão informações inéditas, pois a NASA aguarda os resultados finais do estudo. A equipe espera descobrir se há vestígios de minerais que possam ter se formado na presença de líquidos, elemento que reforça a hipótese de que Marte teve ambientes potencialmente habitáveis no passado.
Por enquanto, o que se sabe é que a missão continua a explorar e coletar dados que, esperançosamente, ajudarão a esclarecer os mistérios do planeta vermelho, levando a avanços na compreensão da evolução de Marte e das condições que permitiram a existência de água líquida no passado.
O que sabemos?
- Rover Curiosity perfurou seu 48º alvo em Marte na área Cache Creek.
- A região de Cache Creek tem características geológicas variadas, semelhantes às encontradas na Colúmbia Britânica, Canadá.
- A análise inicial inclui avaliação química, textura e imagem do alvo chamado Basque Lakes, além de outros alvos como Peace River e Cordillera.
- A próxima fase envolve análise da amostra no instrumento SAM, aguardando-se resultados.
- A equipe científica espera descobrir minerais que possam indicar a presença de ambientes aquáticos no passado de Marte.
Fontes
- NASA fonte oficial





