Ciência

Cientistas criam dispositivo para proteger aves marinhas das redes de pesca na Cornualha

Em apuração ?

Tecnologias simples mostram eficiência na redução de captura acidental de espécies ameaçadas

Boia flutuante com olhos animados na costa da Cornualha
Imagem: Revista Galileu

Um espantalho flutuante e uma pipa de ave de rapina reduziram significativamente o risco de aves marinhas ficarem presas em redes de pesca na costa da Cornualha, segundo estudo recente.

Cientistas do Reino Unido desenvolveram duas ferramentas inovadoras com o objetivo de diminuir a mortalidade de aves marinhas devido à captura acidental em redes de pesca, um problema que afeta espécies como o airo-comum e o airo-de-asa-branca. Segundo informações divulgadas até o momento, um dispositivo chamado Looming Eye Buoy (LEB), ou "boia de olhos ameaçadores", funciona como um espantalho flutuante com uma cabeça giratória que possui olhos animados, buscando assustar as aves e evitar que elas mergulhem perto das redes. Ainda de acordo com a fonte, este método, testado na costa da Cornualha ao longo de dois anos, resultou na redução de quase 60% nas capturas involuntárias, sendo uma alternativa prática e resistente para uso em mar aberto.

Além da boia, os pesquisadores experimentaram uma pipa comercial em formato de ave de rapina, cujo objetivo é assustar as aves e mantê-las afastadas das áreas de pesca. Segundo ainda sem confirmação oficial, esses testes foram realizados com a colaboração de dez pescadores locais, que instalaram câmeras em seus barcos para monitorar a eficácia dos dispositivos. Os dados indicam que as pipas tiveram uma maior eficiência, reduzindo as capturas desastrosas em cerca de 71%, enquanto as boias chegaram a diminuir esse risco em 59%. Os resultados foram analisados por cientistas da Universidade de Exeter, que também observaram que no inverno, onde a maior parte da captura acidental ocorre, os dispositivos podem ser empregados de modo mais estratégico, em áreas específicas com maior concentração de aves ameaçadas.

Segundo o pesquisador responsável pelo estudo, um dos objetivos era propor uma solução que não impedisse a atividade de pesca, mas que fosse ao mesmo tempo simples de aplicar. Em suas declarações, ele afirmou: "Este estudo fornece algumas das evidências mais robustas até o momento de que medidas dissuasoras simples e práticas podem reduzir substancialmente a captura acidental de aves marinhas em pescarias com redes de emalhar".

O projeto contou ainda com a colaboração de cientistas de outra instituição, a Fishtek Marine, que reforçou a importância de tecnologias de fácil uso e resistência, características essenciais para sua aplicação em ambientes marítimos. Apesar de as tecnologias adotadas em outros países, como a Namíbia e a África do Sul, já terem demonstrado redução de mais de 90% na captura acidental de aves — algo proporcional a cerca de 95 mil mortes anuais na Europa —, ainda não há confirmação de que esses dispositivos específicos tenham sido implementados em larga escala. A expectativa é que, se comprovada sua eficácia na prática, essas ideias possam ser adotadas mais amplamente para ajudar na conservação de espécies ameaçadas, que muitas vezes morrem por afogamento após ficarem presas em redes de pesca.

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O que sabemos?

  • Um dispositivo chamado Looming Eye Buoy (LEB) foi criado para assustar aves e evitar que mergulhem perto de redes.
  • Uma pipa em forma de ave de rapina também foi testada como método de dissuasão.
  • Testes na costa da Cornualha mostraram redução de cerca de 59% nas capturas acidentais com a boia e 71% com a pipa.
  • Os testes duraram dois anos e envolveram dez pescadores locais, com registro por câmeras.
  • Resultados ainda não possuem confirmação oficial, aguardando validação de fontes independentes.

Fontes

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