Tecnologia

Clientes de escritórios de advocacia nos EUA exigem descontos por uso de inteligência artificial

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Avanço da IA em escritórios de advocacia provoca questionamentos sobre honorários e custos

Imagem: Folha de S.Paulo

O uso crescente de inteligência artificial em escritórios de advocacia nos Estados Unidos gerou pedidos de descontos por parte dos clientes, levantando debates sobre o impacto econômico da tecnologia no setor.

Na esperança de inovar e otimizar processos, alguns dos maiores escritórios de advocacia nos Estados Unidos adotaram amplamente ferramentas de inteligência artificial (IA) nos seus escritórios, o que, segundo informações de uma fonte dedicada ao tema, tem gerado uma reação inesperada: clientes estão exigindo descontos nos honorários. Essa mudança reflete uma preocupação crescente de que a aplicação de tecnologia avançada possa alterar a estrutura de custos e remuneração no setor jurídico.

Segundo uma publicação, após o anúncio recente de que a OpenAI lançou uma nova versão de seu principal modelo de IA voltada especificamente para advogados, escritórios de destaque passaram a explorar suas aplicações, lançando produtos que prometem transformar tarefas tradicionais. Por exemplo, o escritório Sullivan & Cromwell desenvolveu o "Agreement Analyzer", uma ferramenta voltada para auxiliar na análise de transações comerciais. O escritório Cooley apresentou o "Go Public", destinado a facilitar a elaboração do formulário S-1, etapa necessária para ofertas públicas iniciais de ações. Já o Ropes & Gray afirmou estar criando uma ferramenta capaz de produzir relatórios detalhados de devida diligência, de forma rápida, em horas e não semanas, como tradicionalmente.

O movimento não se restringiu aos mais tradicionais escritórios. No último ano, empresas como Google e Anthropic também lançaram ferramentas de IA voltadas ao universo jurídico, enquanto grandes escritórios, como Kirkland & Ellis, anunciaram investimentos significativos na criação de seus próprios sistemas de inteligência artificial. Essa expansão acelerada da tecnologia gerou uma percepção geral de domínio por parte da IA no setor, que, por um lado, é vista como uma inovação promissora, mas por outro, tem provocado desconforto entre alguns clientes, que agora pedem descontos enquanto os advogados alegam que sua carga de trabalho se torna mais eficiente e rápida.

De acordo com informações de uma fonte consultada, essa solicitação de redução de honorários por parte dos clientes está especialmente relacionada ao fato de que, com o uso da IA, processos que levavam semanas para serem concluídos podem agora ser feitos em horas. “Clientes estão cobrando uma renegociação nos valores, argumentando que a tecnologia reduz custos para os escritórios, e, por isso, deveriam pagar menos”, afirmou a fonte. Ainda não houve uma confirmação oficial dos escritórios de advocacia sobre a extensão exata dessas demandas, nem se alguma negociação específica já foi concluída, mas a tendência de debates sobre o impacto da automação nos honorários é evidente.

Este movimento levanta questões importantes sobre o futuro do setor jurídico, especialmente quanto à remuneração baseada em horas de trabalho. Além do aspecto econômico, também há preocupações sobre o papel do profissional humano frente a uma tecnologia capaz de realizar análises complexas em pouco tempo. Ainda não é possível afirmar se essa tendência de pedidos de desconto será oficializada ou se permanecerá no âmbito das negociações individuais. E, enquanto essa discussão se desenrola, escritórios de advocacia e seus clientes parecem estar entrando em uma nova fase de sua relação, influenciada por uma tecnologia que, mesmo ainda não confirmada oficialmente em todos os detalhes, já mostra sua presença e impacto no setor.

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O que sabemos?

  • Escritórios de advocacia nos EUA adotaram ferramentas de IA.
  • Clientes estão pedindo descontos nos honorários.
  • Ferramentas de IA facilitam tarefas como análise de transações e elaboração de formulários.
  • Grandes escritórios anunciaram investimentos em tecnologia de IA.
  • A troca de informações ainda não confirmou oficialmente a extensão dessas negociações.

Fontes

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