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Mistério de sarcófago romano na Abadia de Westminster é finalmente resolvido após 150 anos

Informações checadas ?

Identidade de ossos encontrados na Inglaterra há século e meio foi descoberta por arqueólogos com estudos detalhados

Foto do sarcófago romano com inscrição e cruz esculpida na tampa, na Abadia de Westminster.
Imagem: Revista Galileu

Depois de mais de um século de mistério, arqueólogos revelam quem estaria enterrado em um sarcófago romano encontrado na Abadia de Westminster em 1869. Novas análises apontam que os restos pertencem a um monge medieval, que viveu entre os séculos 11 e 12.

Um enigma arqueológico que perdurou por 150 anos na histórica Abadia de Westminster, em Londres, acabou sendo parcialmente desvendado. Pesquisa recente revelou a verdadeira identidade do homem cujo esqueleto estava guardado dentro de um sarcófago de pedra, descoberto em 1869 por um mestre pedreiro da própria abadia. Na época, o artefato foi parcialmente saqueado, e seu interior nunca foi examinado de perto até hoje, quando, em 2016, o sepulcro foi aberto para procedimentos de conservação.

Segundo o estudo divulgado na última quarta-feira pelo arqueólogo Warwick Rodwell no Journal of the British Archaeological Association, os restos mortais encontrados no sarcófago pertencem a um monge mid- medieval de alta patente, que viveu possivelmente entre os anos 1050 e 1150. A análise dos ossos indicou que o homem tinha entre 35 e 49 anos na época da morte e cerca de 1,75 metro de altura. Assim, a hipótese inicial, de que os restos poderiam pertencer a um cidadão romano chamado Valério Amandino, foi descartada, uma vez que a inscrição lateral do sarcófago, que fazia homenagem a esse nome, foi considerada posteriormente uma reutilização do monumento séculos depois, com a tampa trocada por uma cruz esculpida em um estilo do século 11.

Segundo o levantamento realizado pelo bioarqueólogo James Langthorne, de uma equipe de especialistas, o homem apresentava sinais de osteoartrite, gota e havia duas fraturas nas costelas que já haviam cicatrizado. Essas informações ajudaram a criar um perfil mais detalhado do indivíduo, que aparentava ter uma rotina difícil, com problemas de saúde decorrentes de sua vida medieval. Ainda não há confirmação de obras ou registros históricos que identifiquem oficialmente esse monge, mas o estudo reforça a hipótese de que se trataria de um religioso de alta hierarquia na época, considerado uma figura importante dentro do contexto religioso local.

Segundo as fontes, a descoberta foi marcada por um longo esforço de investigação, já que a partir do século XIX, o sarcófago foi alvo de várias hipóteses e discussões por parte de pesquisadores. A inscrição em latim na lateral, além de indicar uma homenagem a um indivíduo chamado Valério Amandino, reforçava a confusão, já que a tampa do sepulcro e os restos parecem pertencer a tempos diferentes. O estudo atual conseguiu cruzar informações de várias análises e trazer uma perspectiva mais clara sobre esse personagem desconhecido, cuja identidade por ora permanece como uma das maiores revelações daquele sítio arqueológico.

Para o especialista Warwick Rodwell, esse avanço na pesquisa reescreve um pouco a história daquele período na Inglaterra, mostrando que, mesmo séculos depois, ainda há mistérios e histórias para serem desvendados nas relíquias do passado. Ainda não há confirmação oficial se novas escavações ou trabalhos de pesquisa continuarão no local, e o clero da abadia não se pronunciou oficialmente sobre o caso. De qualquer forma, o mistério de quem foi enterrado naquele sarcófago começa a ter respostas, embora ainda restem dúvidas sobre detalhes de sua vida e seu papel na sociedade medieval britânica.

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O que sabemos?

  • Sarcofágo romano de 1869 foi encontrado na Abadia de Westminster.
  • Inscrição em latim na lateral faz homenagem a Valério Amandino, de 300-400 d.C.
  • Tampa do sarcófago tem cruz do século 11, indicando reutilização.
  • Em 2016, os restos foram abertos e analisados por especialistas.
  • O esqueleto pertencia a um homem de aproximadamente 35 a 49 anos, de meia-idade.

Fontes

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