Especialistas reforçam importância de cuidar do cérebro antes do surgimento de sintomas de Alzheimer
Discussões sobre prevenção e impacto familiar marcam evento em São Paulo
Evento em São Paulo reúne médicos, cuidadores e pesquisadores para debater estratégias de prevenção e humanização do cuidado com o Alzheimer, destacando a necessidade de ações antes dos primeiros sinais da doença.
Durante a oitava edição do evento “Despertando a Sociedade para a Saúde do Cérebro”, realizado em São Paulo, foi ressaltada a importância de ações de prevenção ao Alzheimer antes mesmo do aparecimento de sintomas. Segundo informações de uma fonte ligada à organização do encontro, o debate trouxe à tona a urgência de tornar o cuidado cerebral uma prioridade na rotina de cuidados com a saúde, especialmente após a experiência pessoal da atriz Beth Goulart. A artista, que também é diretora e escritora, compartilhou que, além de ser uma figura pública, enfrenta na família a presença de doenças neurodegenerativas, incluindo Alzheimer, com sua avó e um tio diagnosticados com a condição. Ela afirmou: “Cuidar do cérebro começa antes dos sintomas”, destacando que sua vivência reforçou a necessidade de atenção constante ao bem-estar cognitivo.
Segundo ainda ela, a negligência com a saúde cerebral ocorre muitas vezes porque só se pensa na questão quando surgem esquecimentos frequentes ou mudanças comportamentais. Em uma entrevista à CNN Brasil, Beth alertou que o cérebro não deve ser lembrado apenas em momentos de crise, defendendo que a prevenção, o estímulo cognitivo, o contato social e o acompanhamento de condições clínicas como hipertensão, diabetes e colesterol elevado são essenciais. Ainda de acordo com a fonte, estudos recentes indicam que até 45% do risco de desenvolver demência pode ser evitado ou adiado por meio de ações modificáveis ao longo da vida, corroborando recomendações internacionais como as divulgadas pela OMS, que aponta a atividade física, o afeto e o controle de fatores de risco como pontos-chave para minimizar impactos do envelhecimento cerebral.
Durante o evento, Beth também destacou o papel do afeto no cuidado às pessoas com Alzheimer. Ela declarou: “É fundamental o amor. O afeto talvez seja o cuidado da alma que ajuda o corpo a compreender a vida”, reforçando a importância de preservar vínculos e respeitar a história de cada paciente ao longo do tratamento. Além disso, o módulo de discussões contou com a participação de especialistas que abordaram a influência de fatores como isolamento social, tabagismo, depressão, perda auditiva e problemas de visão na progressão das doenças neurodegenerativas. A partir dessas informações, o debate sugere que uma mudança de hábitos, aliada ao acompanhamento médico regular e a políticas públicas efetivas, pode contribuir para reduzir riscos e melhorar a qualidade de vida de quem convive com o Alzheimer ou outras demências.
Apesar das evidências favoráveis às ações preventivas, uma compreensão mais aprofundada ainda é necessária, uma vez que os fatores de risco variam de pessoa para pessoa e há contribuições genéticas e do envelhecimento natural. O geriatra Leandro Minozzo, consultor do Supera e docente na Universidade Feevale, reforça que o avanço no debate sobre saúde cerebral deve ir além da detecção e do tratamento imediato, buscando estratégias que promovam bem-estar ao longo de toda a vida. Segundo ele, ”ainda há muito a ser feito na conscientização pública e na implementação de políticas que apoiem ações preventivas eficazes”, completou.
O que sabemos?
- Evento em São Paulo reuniu médicos, pesquisadores e cuidadores para discutir prevenção do Alzheimer.
- Beth Goulart compartilhou sua experiência familiar com doenças neurodegenerativas.
- Estudos indicam que até 45% do risco de demência pode ser prevenido por mudanças comportamentais.
- A importância do afeto e do vínculo social foi destacada na discussão.
- Prevenção inclui atividade física, estímulo cognitivo e controle de condições clínicas.
Fontes
- CNN Brasil imprensa




