Começo precoce da temporada de gripe nos Estados Unidos preocupa especialistas
Aumento de casos ocorre antes do esperado, principalmente na costa oeste, segundo dados recentes
A temporada de gripe nos EUA começou mais cedo do que o habitual, com crescimento destacado em estados como Washington, Califórnia e Arizona. Autoridades de saúde apontam para uma possível tendência de avanço na circulação do vírus neste ano.
De acordo com dados divulgados pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a temporada de gripe nos Estados Unidos apresentou um início antecipado, com sinais de aumento de casos ainda em setembro, período em que normalmente já se registra a alta da doença. Ainda sem confirmação oficial de uma tendência nacional definitiva, especialistas indicam que esse começo precoce é algo incomum para o ciclo tradicional, que costuma ocorrer entre outubro e novembro.
Na semana encerrada em 26 de setembro, 3,4% das amostras respiratórias coletadas por laboratórios clínicos no país testaram positivo para o vírus da influenza, um valor cerca de sete vezes maior que o registrado no mesmo período do ano passado, que foi de aproximadamente 0,5%. Esse dado alerta para uma possível intensificação dos casos nos próximos meses. Ainda, na semana seguinte, encerrada em 27 de setembro, a taxa de positividade foi mantida em patamares elevados, embora não tenha sido especificado oficialmente se houve aumento expressivo.
Segundo o especialista em doenças infecciosas, Dr. William Schaffner, da Vanderbilt Health, em Tennessee, essa movimentação fora do calendário habitual pode ser apenas um início promissor de uma temporada mais intensa, mas, por enquanto, ainda não há confirmação definitiva. Ele também destacou que a maior concentração de casos começou na região oeste do país, com Estados como Washington, Califórnia e Arizona registrando um crescimento natural e esperado para essa época do ano. Para exemplificar, Schaffner mencionou que, na região de Washington, as visitas ao pronto-socorro diagnosticadas com gripe subiram de 0,25% em finais de agosto para 1,34% em começo de outubro, um aumento de mais de cinco vezes em apenas seis semanas.
Especialistas ressaltam que, apesar de esse crescimento inicial não indicar necessariamente uma temporada extremamente severa, o quadro reforça a importância da vacinação contra a gripe, especialmente nesta época do ano. O vírus responsável por essa circulação precoce é uma combinação de três subtipos: dois do vírus Influenza A, chamados H1N1 e H3N2, além do Victoria, uma linhagem do Influenza B. Para este ciclo, a hipótese é de que, assim como na temporada passada, uma variante de H3N2, conhecida como subclade K, tenha sido responsável pela rápida disseminação que ocorreu em vários estados.
Até o momento, a temporada de 2025-2026 foi classificada por autoridades como de alta severidade para crianças, com pelo menos 195 óbitos infantis relacionados à doença até agora. Entretanto, é importante destacar que essas informações ainda não confirmaram oficialmente uma tendência definitiva, e que o desenvolvimento do ciclo de infecção e suas implicações só poderão ser avaliadas ao longo dos meses seguintes. A expectativa é de que o avanço da circulação no oeste do país seja monitorado de perto pelas autoridades de saúde, na tentativa de prever possíveis picos e reforçar campanhas de prevenção.
O que sabemos?
- A temporada de gripe começou mais cedo do que o habitual nos EUA.
- Dados indicam aumento de casos em várias regiões, especialmente na costa oeste.
- Em setembro, 3,4% das amostras testaram positivo para o vírus, sete vezes mais que no mesmo período do ano passado.
- Especialistas alertam para a importância da vacinação neste momento.
Fontes
- Live Science fonte especializada





