Nova iniciativa nos EUA busca documentar efeitos colaterais de vacinas após questionamentos de ex-funcionário do HHS
Secretário de Saúde dos EUA lança esforço para monitorar possíveis problemas de saúde relacionados às imunizações, enquanto debates sobre segurança das vacinas continuam.
O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., anunciou uma nova ação para estudar efeitos adversos de vacinas. Medidas envolvem cuidados nas clínicas do NIH e atualização do sistema de notificação de efeitos, em um momento de tensões sobre campanhas de imunização.
Segundo a fonte, o secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., lançou recentemente uma iniciativa voltada a investigar e registrar possíveis efeitos colaterais associados às vacinas. O objetivo, conforme informado pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) na quinta-feira, é criar um esforço coordenado por toda a agência para estudar relatos de problemas de saúde após a vacinação. Kennedy, que tem um histórico de questionamentos sobre a segurança das vacinas, assumiu o cargo há pouco tempo e já anunciou ações que parecem refletir seus posicionamentos críticos. Ainda não há confirmação oficial de que os efeitos colaterais estejam aumentando ou que haja uma relação direta com as vacinas.
De acordo com a mesma fonte, uma das principais medidas é a abertura de uma clínica nos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), inaugurada na segunda-feira, destinada a atender e pesquisar pacientes que relatem problemas de saúde relacionados às vacinas. Além disso, há propostas de reembolso para médicos que notificarem suspeitas de lesões ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos de Vacinas (VAERS), mantido pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Há também uma iniciativa do CDC para atualizar o VAERS e uma exigência do HHS de que registros eletrônicos de saúde passem a registrar eventos adversos vinculados às vacinas.
Kennedy afirmou que há uma suposta superdosagem de vacinas em crianças americanas, chegando a alegar que elas receberiam até 90 doses antes de completar 18 anos. Essa afirmação vem sendo repetida, inclusive pelo ex-presidente Donald Trump, embora ainda não tenha sido confirmada oficialmente ou respaldada por estudos científicos. A Academia Americana de Pediatria afirma que as vacinas infantis passam por rigorosos ensaios clínicos com grupos de controle e monitoramento contínuo, o que reforça a segurança do imunizante na maioria dos casos.
Especialistas destacam que, apesar das declarações de Kennedy e de outros críticos, não há evidências concretas de danos causados pelas vacinas, e que a política de imunização americana continua sendo baseada em estudos e monitoramento constante. A iniciativa liderada pelo secretário ainda está em fase inicial, e fontes alertam que o momento coincide com uma preocupação crescente por parte de especialistas quanto à queda nas taxas de imunização e ao ressurgimento de doenças como o sarampo, que vêm apresentando aumento nos Estados Unidos desde o ano passado. A partir dessas ações, o governo busca reforçar a transparência e o acompanhamento dos efeitos de vacinas, embora o tema continue cercado de controvérsias.
O que sabemos?
- Secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., lançou uma iniciativa para estudar efeitos colaterais de vacinas.
- Medidas incluem uma clínica nos NIH, atualização do sistema VAERS e registros eletrônicos de saúde.
- Kennedy afirma que crianças americanas recebem até 90 doses de vacinas antes dos 18 anos.
- Especialistas afirmam que não há evidências de danos causados pelas vacinas.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa





