Juventude com osteogênese imperfeita participa de aula de futebol adaptada na escola
Garoto de 14 anos com condição rara consegue atuar nas atividades físicas sob cuidados médicos
Arthur, de Nova Iguaçu, que possui osteogênese imperfeita, participa de aulas de educação física onde atua como árbitro de futebol, seguindo recomendações médicas para evitar lesões graves.
Arthur Pereira Guarnier, de 14 anos, tem chamado atenção por sua presença nas aulas de educação física de sua escola em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, onde atua como árbitro de partidas de futebol durante as atividades escolares. Essa participação é vista como um avanço no convívio dele com uma condição rara conhecida como osteogênese imperfeita, popularmente chamada de ossos de vidro, que é marcada por ossos frágeis, deformidades e um histórico de 32 fraturas ao longo de sua vida, segundo relato de sua mãe, Fabiana Martins Pereira. Ainda que a doença seja considerada rara, não há dados oficiais precisos no Brasil, mas estimativas internacionais indicam uma incidência de um caso a cada 10 mil a 20 mil nascimentos, conforme um protocolo do Ministério da Saúde divulgado em setembro de 2022.
Segundo o médico geneticista Juan Llerena, do Instituto Fernandes Figueira/Fiocruz, a gravidade da osteogênese imperfeita varia de pessoa para pessoa, demandando uma avaliação individualizada antes de recomendações específicas de atividade física e esportes. Ele afirmou que atividades que exijam muita força ou impacto têm que ser feitas com cautela, especialmente no início, e que a participação deve ser gradualmente ampliada. Ainda assim, a inclusão de crianças com essa condição em atividades físicas é possível, desde que haja cuidados destacados pelos profissionais de saúde.
Arthur, que começou sua vida escolar usando cadeira de rodas, hoje consegue caminhar, ainda que utilize o recurso por segurança enquanto chega à escola. Na escola, ele recebe ajudantes para deslocamento nos corredores, e na sala de aula, adaptações são necessárias devido a uma deformidade em um braço, dificultando sua capacidade de escrever por longos períodos. Mesmo assim, a iniciativa de Arthur de participar ativamente das aulas de futebol e atuar como árbitro mostra uma evolução significativa, reforçando a importância de manter uma rotina escolar e de atividades físicas compatíveis com sua condição, sempre sob orientação médica.
Questões relacionadas à saúde de Arthur continuam sendo monitoradas pela família e pelos profissionais que o acompanham, evitando complicações que possam surgir por traumas leves, comuns na osteogênese imperfeita. Conforme as recomendações médicas, a atividade física deve sempre ser avaliada de forma individualizada, reforçando a necessidade de cautela inicial na participação em esportes coletivos, mas também a possibilidade de ampliar essa participação aos poucos, promovendo autonomia e inclusão social para crianças com essa condição rara.
O que sabemos?
- Arthur tem 14 anos e mora em Nova Iguaçu.
- Ele foi diagnosticado com osteogênese imperfeita, que causa ossos frágeis e deformidades.
- Arthur já sofreu 32 fraturas.
- Ele participa de aulas de futebol como árbitro, seguindo recomendações médicas.
- A condição é considerada rara, com estimativas internacionais de cerca de 1 a cada 10 mil a 20 mil nascimentos.
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





