Aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no Rio de Janeiro em 2026
Mais de 15 mil registros e preocupações com vírus específicos e mudanças de temperatura
O Rio de Janeiro totalizou mais de 15 mil casos de SRAG em 2026, trazendo à tona uma importante questão de saúde pública. Especialistas alertam para os riscos de variações climáticas e a necessidade de vacinação contínua.
Segundo informações divulgadas pela Secretaria Estadual de Saúde, o Rio de Janeiro já registrou mais de 15 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, um número que alerta para o agravamento de problemas respiratórios na população. Ainda não há confirmação oficial sobre o motivo exato desse aumento, mas especialistas apontam que os sintomas tendem a piorar devido às mudanças de temperatura, que podem ser de calor intenso, frio ou variações bruscas de clima.
Um caso ilustrativo é o do eletricista Carlos Roberto de Souza Gomes, que tem 48 anos e é atendido no projeto Brasil Sem Alergia, localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo relato dele, ele foi internado pela décima vez, precisando se afastar de suas atividades de manutenção por problemas de saúde relacionados às suas condições respiratórias. Carlos afirmou que começou a apresentar sintomas em abril, após trabalhar em um hospital, e passou o fim de ano de 2025 internado, com crises de alergia que, segundo ele, costumam piorar com a mudança de clima. Sua esposa comentou que ele frequentemente monitora as condições do tempo, preocupado com possíveis crises que possam levar a complicações mais graves.
O diagnóstico de Carlos revelou que ele desenvolveu sinusite, além de asma, o que demanda cuidados constantes e, em breve, uma cirurgia. Sua situação reforça a preocupação de pesquisadores da Fiocruz, que nesta semana divulgaram um boletim do Infogripe ressaltando o aumento nos casos de vírus específicos responsáveis pelo surto. De acordo com os especialistas da Fundação Oswaldo Cruz, manter a vacinação dos grupos prioritários é fundamental para evitar uma maior proliferação desses vírus durante o resto do ano.
Diante desse cenário, a importância de ações de saúde pública, campanhas de imunização e conscientização da população sobre a importância de evitar exposições a mudanças bruscas de temperatura ganha destaque. Ainda não há, contudo, uma explicação consolidada para o aumento de casos no estado, e o governo ainda não se pronunciou oficialmente sobre possíveis medidas adicionais para conter a expansão da doença.
Especialistas reforçam que os sintomas de SRAG podem evoluir rapidamente, sobretudo em quem já possui condições respiratórias prévias, como sinusite e asma, como é o caso de Carlos. Assim, a recomendação é que a população continue atenta às orientações médicas e às campanhas de vacinação, enquanto o monitoramento das variantes virais mantido pela Fiocruz indica que o problema ainda está em fase de investigação.
O que sabemos?
- RJ registrou mais de 15 mil casos de SRAG em 2026.
- Sintomas podem piorar com mudanças de temperatura.
- Paciente internado 10 vezes, com diagnóstico de sinusite e asma.
- Boletim da Fiocruz aponta aumento em vírus específicos.
- Urgência de manter vacinação dos grupos prioritários.
Fontes
- G1 imprensa





