Saúde

Especialistas alertam contra a tendência de autodiagnóstico de transtornos mentais na internet

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Vídeos virais e posts nas redes sociais podem levar a diagnósticos incorretos, com riscos para a compreensão da saúde mental.

Ilustração de pessoas observando telas de celular com conteúdos relacionados à saúde mental
Imagem: Folha de S.Paulo

A disseminação de conteúdos que rotulam comportamentos comuns como sinais de transtornos como TDAH e borderline tem aumentado, segundo especialistas. Médicos destacam o perigo de patologizar emoções cotidianas e reforçam a importância de avaliações profissionais.

Nos últimos anos, plataformas como TikTok e Instagram se tornaram palco de vídeos que sugerem sinais de transtornos mentais, como TDAH e borderline, baseados em comportamentos cotidianos. Segundo um artigo divulgado por uma fonte jornalística, esses conteúdos fazem sucesso ao apresentarem listas de sinais e dicas de comportamentos considerados típicos de quem teria esses transtornos, o que tem levado muitas pessoas a se autodiagnosticarem sem orientação médica.

O fenômeno, que alguns pesquisadores chamam de patologização da vida, consiste na tendência de transformar experiências normais de emoções, dificuldades ou comportamentos de personalidade em algum transtorno mental. Segundo a fonte, essa prática pode distorcer a percepção das pessoas e levar a diagnósticos incorretos, pois mistura sinais comuns do cotidiano com sintomas de quadros clínicos. Um psiquiatra renomado do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro comentou que há uma necessidade de entender o sofrimento, mas o problema surge quando o diagnóstico passa a ser usado como a principal explicação para qualquer mal-estar ou traço de personalidade.

De acordo com a fonte, a facilidade de acesso a essas listas e vídeos tem contribuído para a ampliação dessa onda de autodiagnóstico rápido. Ainda não há confirmação oficial de estudos que quantifiquem o impacto dessas redes sociais nesse fenômeno, mas seria importante que a sociedade e os profissionais de saúde mental estejam atentos às consequências dessa prática, que pode gerar ansiedade, estigmatização ou até atrasar o tratamento adequado para quem realmente precisa.

O psiquiatra ressaltou que a busca por sentido diante do sofrimento é válida, mas que o diagnóstico nunca deve substituir uma avaliação clínica cuidadosa feita por profissionais qualificados. Ainda que a internet torne esses conteúdos acessíveis, é fundamental buscar uma orientação especializada para compreender verdadeiramente o que se passa com cada pessoa, evitando interpretações simplistas e potencialmente perigosas.

Portanto, especialistas alertam que o caminho para uma compreensão saudável da saúde mental passa pelo respeito às particularidades de cada indivíduo e pelo cuidado em não transformar emoções humanas em rótulos de transtornos. Como reforçado na fonte, reconhecer o sofrimento é importante, mas a resposta adequada deve vir do acompanhamento médico e psicológico, e não de vídeos virais ou listas prontas na internet.

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O que sabemos?

  • Vídeos nas redes sociais rotulam comportamentos comuns como sinais de transtornos mentais.
  • A prática é chamada de patologização da vida, segundo especialistas.
  • Autodiagnóstico por conteúdo viral pode levar a diagnósticos incorretos.
  • Profissionais alertam para o risco de interpretações simplistas de emoções complexas.

Fontes

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