Saúde

Gestação de gêmeos: por que a diferenciação entre placentas é importante para o pré-natal

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Entenda as diferenças no desenvolvimento de gêmeos e as implicações clínicas dessa situação

Ultrassom de uma gestação gemelar com dois fetos em bolsas distintas
Imagem: CNN Brasil

A determinação da corionicidade em gestações gemelares é fundamental para acompanhamento adequado. Especialistas destacam que, mesmo em casos de gêmeos idênticos, compartilhar ou não a placenta pode influenciar os cuidados durante a gravidez.

Quando uma mulher descobre que está esperando gêmeos, uma das primeiras perguntas que vem à tona costuma ser: 'São idênticos?' Contudo, para os obstetras, uma questão mais crucial neste momento é entender como os fetos estão inseridos na estrutura uterina, especialmente quanto à quantidade de placentas e bolsas amnióticas presentes. Segundo uma fonte especializada, essa informação é vital para classificar a chamada corionicidade e amnionicidade da gestação, fatores que determinam o nível de risco e os cuidados necessários ao longo do acompanhamento pré-natal.

A classificação dessas características varia desde gestações com cada feto tendo sua própria placenta e bolsa amniótica, até as situações mais raras, nas quais os gêmeos compartilham a mesma placenta e até a mesma bolsa. A primeira categoria, que envolve placentas e bolsas separadas, é conhecida como dicoriônica e diamniótica, e o risco de complicações é menor. Já as gestações em que os fetos dividem a placenta, mas possuem bolsas distintas, são chamadas monocoriônicas e diamnióticas, sendo mais suscetíveis a complicações, principalmente no que se refere à circulação sanguínea entre os bebês.

Para o diagnóstico precoce, o ultrassom feito até a 13ª semana de gestação é essencial. Ainda de acordo com o especialista, neste momento é possível identificar sinais claros de separação ou compartilhamento de membranas e da placenta, permitindo uma classificação mais segura. Essa informação não serve apenas para confirmar a quantidade de bebês ou estimar a idade gestacional, mas também define a frequência dos exames e o nível de vigilância durante toda a gravidez.

Embora seja comum pensar que gêmeos com placentas separadas sempre são diferentes, na prática, eles podem ser fraternos ou idênticos, dependendo de como a gestação se iniciou. Já os que compartilham uma placenta, na maior parte das vezes, são monozigóticos — ou seja, originados de um único óvulo fertilizado. Para quem aguarda ansiosamente pelo nascimento, saber se os gêmeos são idênticos pode ter um significado afetivo, mas para o acompanhamento médico, essa informação tem implicações clínicas que podem salvar vidas.

Um aspecto importante das gestações monocoriônicas é a possibilidade de ocorrência de problemas na circulação sanguínea entre os fetos. Uma complicação conhecida é a síndrome de transfusão feto-fetal, onde há uma transferência desequilibrada de sangue, causando problemas sérios para ambos, podendo exigir tratamento durante a gestação. Outra condição, ainda menos comum, é a sequência anemia-policitemia (TAPS), que ocorre devido a pequenas conexões vasculares na placenta, levando a um feto com anemia e outro com excesso de glóbulos vermelhos, o que também demanda atenção especializada. Todas essas informações mostram que a diferenciação precisa entre os tipos de gêmeos é crucial para um acompanhamento seguro e eficiente, garantindo melhores condições para os bebês e suas mães.

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O que sabemos?

  • A classificação da gestação em dicoriônica e diamniótica, ou monocoriônica e diamniótica, é determinada no primeiro trimestre.
  • O ultrassom até a 13ª semana é fundamental para identificar a relação dos fetos com a placenta e as membranas.
  • Gêmeos que compartilham a mesma placenta normalmente são monozigóticos.
  • Complicações como síndrome de transfusão feto-fetal e TAPS podem ocorrer em gestações monocoriônicas.
  • A detecção precoce dessas condições é essencial para o tratamento durante a gravidez.

Fontes

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