Jovem relata início precoce de dores pélvicas e perda de ovário por diagnóstico tardio
Caso de Mariana Soares evidencia desafio no diagnóstico de síndrome ovárica metabólica na infância
Mariana Soares, de 23 anos, começou a sentir dores pélvicas aos 8 anos e teve que perder um ovário após diagnóstico tardio. O caso chama atenção para a condição conhecida como Somp, antes chamada SOP, que afeta mulheres em idade jovem.
A história de Mariana Soares, uma jovem de 23 anos, chama atenção para os desafios do diagnóstico precoce de condições ginecológicas em crianças e adolescentes. Segundo ela, as dores pélvicas começaram aos 8 anos, antes mesmo de sua primeira menstruação, uma fase em que muitas pessoas ainda nem estão na fase reprodutiva. Ainda não confirmado oficialmente, Mariana relatou que, naquela época, aprendeu a conviver com dores fortes, frequentemente tratadas com compressas quentes e acompanhadas das dificuldades que via na sua mãe, que passava dias deitada ou desmaiava devido a problemas semelhantes.
Conforme a jovem foi crescendo, os sintomas se intensificaram. Aos 11 anos, ela teve sua primeira menstruação, que veio sem cólica, mas com sangramento intenso e ciclos que poderiam durar semanas. Diversos médicos na rede pública de saúde atribuíram esses problemas à idade, prescrevendo anticoncepcionais sem solicitar exames específicos. Ainda assim, ela continuou a experienciar dificuldades, incluindo uma fase, aos 13 anos, em que passou 50 dias sangrando continuamente, desenvolvendo anemia. Diante da persistência dos sintomas e da insuficiência das medicações, sua família optou por uma consulta particular.
Foi nesse momento que Mariana realizou seu primeiro ultrassom, que revelou o diagnóstico de Síndrome dos Ovários Policísticos (Sop), atualmente conhecida como Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (Somp). Segundo fontes da reportagem, a Somp pode gerar irregularidade ou ausência de ciclos, infertilidade, transtornos de humor como depressão, além de alterações metabólicas e cardiovasculares, com sintomas que variam entre as pacientes. Ainda não foi confirmado oficialmente se Mariana perdeu um ovário devido a complicações relacionadas à doença, mas ela afirmou que isso ocorreu em decorrência de um diagnóstico tardio, o que reforça a importância do acompanhamento precoce, especialmente em casos que começam na infância.
O caso de Mariana reforça um alerta da comunidade médica para a necessidade de atenção aos sinais precoces da condição. Ainda não há uma cura definitiva, mas tratamentos e acompanhamento adequados podem amenizar os sintomas e prevenir complicações maiores. Setembro é considerado o mês de conscientização sobre a Somp, um transtorno que, embora pouco conhecido, afeta muitas mulheres em fases distintas da vida. A paciente destacou que a falta de diagnóstico precoce atrapalhou seu bem-estar ao longo dos anos, e que, atualmente, busca conscientizar outras meninas e jovens que possam apresentar sinais semelhantes. Como muitos casos, o seu mostra a importância de profissionais de saúde atentos e exames mais detalhados em fases iniciais, especialmente em crianças que já apresentam dores pélvicas recorrentes.
O que sabemos?
- Mariana Soares, 23 anos, começou a sentir dores pélvicas aos 8 anos.
- Primeira menstruação aos 11 anos, com ciclos irregulares e sangramento intenso.
- Diagnosticada com SOP aos 14 anos, atualmente chamada de Somp.
- Perdeu um ovário devido a diagnóstico tardio, segundo ela.
- Aborda a importância do diagnóstico precoce para manejo da condição.
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa




