EUA passam a exigir redes sociais abertas de jornalistas que solicitarem visto para o país
Nova regra amplia critérios de análise na concessão de vistos de trabalho para profissionais de mídia
A partir de 1º de outubro, Estados Unidos irão requerer que jornalistas estrangeiros mantenham perfis públicos em redes sociais ao solicitar vistos, uma mudança que faz parte de uma intensificação na verificação de antecedentes.
Os Estados Unidos anunciaram uma nova exigência que passa a impactar jornalistas estrangeiros interessados em obter vistos de trabalho no país. Segundo fontes do Departamento de Estado, a partir de 1º de outubro, solicitantes dessas categorias deverão manter seus perfis de redes sociais públicos ou abertos, facilitando a análise de suas informações por parte das autoridades americanas. A medida foi divulgada na semana passada, na quarta-feira, ainda não tendo sido confirmado oficialmente, mas gerou grande repercussão na comunidade internacional de mídia.
De acordo com informações obtidas pela nossa equipe, a nova regra se aplica especificamente a candidatos às categorias de vistos I, TN e TD. Essas categorias abrangem, respectivamente, profissionais de veículos de comunicação estrangeiros, bem como determinados trabalhadores do Canadá e do México sob o acordo comercial USMCA, além de seus dependentes. O objetivo declarado do governo americano é simplificar o processo de verificação de identidade antes da concessão dos vistos, tornando a análise mais eficaz e ágil, conforme anunciou a Embaixada dos EUA no Brasil na última quarta-feira.
A orientação oficial, divulgada em 18 de setembro, ainda não foi detalhadamente confirmada, mas o comunicado ressalta que a medida busca aumentar o rigor na avaliação da admissibilidade de viajantes que pretendem atuar no país. A regra difere das já existentes, que também incluíam checagens rigorosas de antecedentes, mas agora exige o acesso público aos perfis de redes sociais, o que levanta debates sobre privacidade e liberdade de expressão. Os vistos afetados, entre eles o I, destinado a representantes de veículos de comunicação, e os de categorias TN e TD, que se destinam a profissionais de Canadá e México, passam a ter essa nova exigência também aplicada aos dependentes desses solicitantes.
Segundo fontes próximas ao tema, ainda não há uma confirmação oficial detalhada de todas as categorias que poderão ser afetadas, nem de como será a fiscalização dessa obrigatoriedade. Especialistas ouvidos por fontes de notícias internacionais destacam que essa medida pode aumentar a rastreabilidade de figuras públicas e jornalistas, mas também abre espaço para questionamentos sobre a invasão de privacidade na análise de perfis pessoais. O impacto dessa medida no cotidiano dos profissionais de mídia estrangeiros ainda não está completamente claro, mas o assunto promete gerar debates em diferentes frentes, especialmente na comunidade internacional de direitos digitais.
O que sabemos?
- A partir de 1º de outubro, EUA passam a exigir redes sociais abertas de solicitantes de vistos dos tipos I, TN e TD.
- A medida foi anunciada pelo Departamento de Estado em 18 de setembro e divulgada pela Embaixada dos EUA no Brasil na quarta-feira anterior.
- Objetivo principal é facilitar a verificação de identidade e aumentar o rigor na análise de admissibilidade.
- A regra afeta profissionais de mídia estrangeiros e seus dependentes, incluindo jornalistas.
- Ainda não há confirmação oficial detalhada de todas as categorias ou como será a fiscalização.
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa
- CNN Brasil imprensa



