Economia

O aumento da exigência e remuneração de babás para os ultrarricos destaca mercado de luxo em expansão

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Profissionais que cuidam das crianças de famílias ricas estão cada vez mais qualificadas e bem remuneradas, segundo fontes do setor

Profissional de babá em ambiente de luxo cuidando de criança
Imagem: Folha de S.Paulo

Trabalhar como babá de elite virou profissão altamente exigente e lucrativa, com salários que podem chegar a US$ 200 mil por ano. O mercado vem se sofisticando, refletindo uma demanda crescente por profissionais qualificados e dispostos a longas jornadas.

Nos últimos anos, tem se observado uma transformação no perfil das profissionais que atuam como babás para famílias ultra-ricas, uma niche que vem crescendo em complexidade e remuneração. Segundo uma fonte do setor, o trabalho, que antes envolvia jornadas mais simples, agora exige uma formação acadêmica de ponta, domínio de vários idiomas e disposição para viagens frequentes. A remuneração também subiu bastante, com algumas babás podendo ganhar até US$ 200 mil por ano, valor que, em relação à jornada de trabalho, equivale ao salário de um analista de private equity. Este cenário reflete uma mudança no mercado de trabalho de luxo, que tradicionalmente oferecia salários altos em áreas como petróleo, mineração e navegação, mas que agora também abrange o cuidado de crianças de famílias com alto poder aquisitivo. Ainda de acordo com Anita Rogers, fundadora da agência British American Household Staffing, os clientes, antes reticentes a pagar altos valores por babás altamente qualificadas, passaram a exigir profissionais com diplomas de instituições renomadas, fluentes em múltiplos idiomas e dispostas a viajar continuamente. “Ouvíamos muito: ‘Ah, não vou pagar tudo isso’”, recorda Rogers. “Agora é exatamente o contrário.” Essa mudança provocou uma explosão na demanda por profissionais especializados, criando uma espécie de indústria artesanal de serviços de alta qualidade no segmento. A rotina dessas babás costuma incluir jornadas de, pelo menos, 12 horas por dia, sete dias por semana, com direito a uma folga de uma semana após esse período intenso. Ainda assim, a remuneração compensaria essa rotina exaustiva, com salários altos e benefícios que tornam o trabalho uma oportunidade rara e cobiçada no mercado de trabalho de elite. Não há, até o momento, confirmação oficial de números exatos ou de uma regulamentação específica para esse segmento, mas os relatos indicam que esse mercado continuará em expansão, dada a crescente demanda das famílias mais ricas por profissionais cada vez mais qualificados e dispostos a longas jornadas de trabalho.

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O que sabemos?

  • Trabalhar como babá para os ultrarricos exige alta qualificação, incluindo estudos em instituições de prestígio e domínio de vários idiomas.
  • Profissionais podem ganhar até US$ 200 mil por ano, equivalentes a salários de altos executivos ou analistas de private equity.
  • Jornadas de trabalho costumam superar 12 horas diárias, sete dias por semana, com uma semana de folga após o período de rotina intensa.
  • A demanda por esse tipo de profissional vem crescendo, impulsionada pelo aumento na contratação de babás qualificadas pelos famílias de elite.

Fontes

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