Economia na América Latina: alerta do FMI sobre inflação e crescimento
Especialistas destacam preocupação com a inflação e impacto da crise do petróleo na região
A economista-chefe do FMI alertou para a necessidade de vigilância na América Latina, onde a inflação deve crescer e o ritmo de crescimento econômico desacelerar levemente nos próximos anos.
Na manhã desta terça-feira (13), a economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Silvana Tenreyro, destacou que a América Latina e o Caribe devem ficar atentos a um potencial aumento na inflação, estimado em 4,2% neste ano, seguido de uma desaceleração para 4,1% no próximo. Segundo ela, essa trajetória inflacionária demanda atenção especial dos responsáveis pelas políticas econômicas e monetárias na região. Ainda de acordo com o FMI, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da região deve sofrer uma ligeira redução, passando de uma projeção de 2,4% para 2,3% neste ano, e a previsão para 2027 é de 2,5%. A crise do petróleo, resultante da guerra no Oriente Médio, tem impacto desigual entre os países, afetando tanto exportadores quanto importadores de matérias-primas, conforme destacado na publicação das novas perspectivas econômicas mundiais, realizada durante a assembleia geral do FMI, em Bancoc.
O documento divulgado pelo Fundo também revelou que o Brasil terá uma revisão na previsão de crescimento para 2,2% em 2026. Silvana Tenreyro reforçou a recomendação de que as autoridades estaduais e locais mantenham a atenção voltada à inflação, especialmente em tempos de volatilidade dos preços ao consumidor. Ela ainda observou que as políticas econômicas devem atuar para evitar efeitos secundários decorrentes do aumento dos custos de energia e de outras matérias-primas, que podem afetar tanto os exportadores quanto os importadores na região.
Historicamente, a América Latina enfrenta desafios relacionados ao controle da inflação, especialmente nos casos de países propensos a hiperinflação, como Venezuela e Argentina. A preocupação expressa pelo FMI reforça a necessidade de ações cautelosas e estratégicas para mitigar o impacto dessas tendências econômicas, cuja influência se estende a todos os setores socioeconômicos da região. Ainda não há confirmação de medidas concretas específicas por parte dos governos até o momento, e o próprio FMI não se pronunciou oficialmente sobre planos de intervenção direta.
Especialistas indicam que o cenário atual reforça a importância de políticas prudentes e de monitoramento constante para evitar problemas maiores, como aumento desenfreado dos preços ou desaceleração do crescimento econômico, podendo gerar consequências mais duradouras para a economia regional. Assim, observa-se que a atenção das autoridades será fundamental nos próximos meses para equilibrar inflação, crescimento e estabilidade econômica na região.
O que sabemos?
- A economista-chefe do FMI alertou para a necessidade de atenção à inflação na América Latina.
- A previsão de inflação para a região é de 4,2% em 2023 e 4,1% em 2024.
- O crescimento do PIB na América Latina deve passar de 2,4% para 2,3% em 2023, e alcançar 2,5% em 2027.
- A crise do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio impacta a economia regional de forma desigual.
- O FMI recomendou cuidado para evitar efeitos secundários do aumento de preços ao consumidor.
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





