Dívida dos EUA ultrapassa R$ 200 trilhões durante governo Trump
Esforços de contenção ainda não frearam crescimento da dívida americana, que segue em alta mesmo após promessas de redução de gastos
A dívida do governo dos Estados Unidos atingiu mais de R$ 200 trilhões no início de 2025, enquanto o presidente Donald Trump promete mudanças que ainda não se concretizaram. Especialistas alertam para os riscos de uma trajetória descontrolada.
Segundo fontes especializadas, a dívida do governo dos Estados Unidos ultrapassou a marca de US$ 40 trilhões (equivalente a R$ 206 trilhões) nos primeiros 19 meses do segundo mandato do presidente Donald Trump. O número alarmante evidência o desafio que o governo enfrenta para controlar suas finanças, mesmo após promessas de redução de gastos e estímulo à economia feitas por Trump ao assumir novamente a presidência em janeiro de 2025. Apesar das declarações de que buscaria diminuir o tamanho do Estado e combater desperdícios, a dívida continua crescendo, refletindo uma trajetória de longa data que não se restringe ao atual governo, mas foi influenciada por décadas de decisões de diferentes administrações, tanto republicanas quanto democratas, segundo explica uma fonte de uma análise financeira especializada.
Desde a posse de Trump novamente, o aumento da dívida segue impulsionado por fatores como cortes de impostos, programas de estímulo econômico e gastos militares. Segundo informações divulgadas por essa mesma fonte, as reduções tributárias aprovadas durante o primeiro mandato de Trump adicionaram aproximadamente US$ 8,4 trilhões à dívida, enquanto as medidas fiscais e de imigração do segundo mandato acrescentaram outros US$ 4,7 trilhões ao montante total. Mesmo com o discurso de combate ao desperdício, durante o primeiro ano do segundo mandato, milhares de funcionários federais foram demitidos e alguns programas considerados ineficientes foram eliminados, mas essa redução de gastos não foi suficiente para frear a alta da dívida, que atingiu um nível sem precedentes.
Além disso, o custo de financiar essa dívida também aumentou, uma vez que os rendimentos de títulos do governo atingiram os níveis mais altos em quase duas décadas, o que, segundo especialistas, pode pressionar ainda mais as finanças públicas. Ainda não há confirmação oficial de que o governo adotará medidas drásticas como o aumento de impostos ou cortes em benefícios sociais, incluindo a Previdência Social, ainda que esses sejam considerados cenários possíveis para lidar com o desequilíbrio fiscal. Um analista financeiro afirmou que "não há nenhum cenário em que se possa analisar o histórico do presidente Trump e considerá-lo um sucesso fiscal", ressaltando que a responsabilidade pelo momento atual é compartilhada por toda a classe política. O crescimento contínuo da dívida e o aumento nas despesas de financiamento ressaltam a complexidade do problema, que exige mudanças estruturais para evitar um agravamento ainda maior da situação econômica do país.
O que sabemos?
- A dívida do governo dos EUA ultrapassou US$ 40 trilhões nos primeiros 19 meses do segundo mandato de Trump.
- As reduções de impostos aprovadas no primeiro mandato de Trump adicionaram cerca de US$ 8,4 trilhões à dívida.
- Durante o segundo mandato, novas leis tributárias e de imigração acrescentaram aproximadamente US$ 4,7 trilhões à dívida.
- O custo de financiar a dívida aumentou, com rendimentos de títulos chegando aos níveis mais altos em quase duas décadas.
Fontes
- G1 imprensa


