Funcionários da Caixa em greve após rejeição de proposta aprimorada para plano de saúde
Banco apresentou nova proposta que será votada por empregados nesta semana
Após uma rodada de negociações iniciada na quarta-feira, a Caixa Econômica Federal apresentou uma nova oferta para o plano de saúde dos funcionários, que foi rejeitada anteriormente. A votação será realizada nesta segunda-feira, e os detalhes da proposta envolvem aumento de participação do banco no custeio e mudanças nos valores e coberturas.
Os funcionários da Caixa Econômica Federal estão em greve nacional desde o dia 10 de setembro, após a rejeição de uma proposta anterior de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Segundo informações divulgadas por fontes ligadas às entidades sindicais, a Caixa apresentou nesta quinta-feira (17) uma nova proposta para o plano de saúde, chamada de Saúde Caixa, que busca resolver o impasse. Ainda não confirmado oficialmente pelo banco, o documento foi entregue após uma rodada de negociações que começou na quarta-feira (16), em São Paulo, e se estendeu até a madrugada desta quinta-feira, com avanços na proposta apresentada.
De acordo com a Contraf-CUT e a Comissão Executiva dos Empregados, a principal mudança na nova oferta é o aumento da participação financeira da Caixa no custeio do plano de saúde de 6,5% para 9% do total da folha de pagamento, a partir de 2027. Além disso, a proposta mantém o chamado pacto intergeracional — ou seja, sem cobrança diferenciada por faixa etária — e garante que o plano continuará integrado ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Para o ano de 2026, foi assegurado que não haverá reajuste nas mensalidades, com a promessa de que a própria Caixa arcaria com o déficit do Saúde Caixa, caso haja necessidade.
Em relação aos custos para os usuários, a proposta prevê que, a partir de 2027, a contribuição dos titulares será de 3,7% do salário-base, enquanto a mensalidade de dependentes diretos será fixada em R$ 560. Para dependentes indiretos, como filhos entre 21 e 24 anos, o valor sobe para R$ 660, e para filhos de 24 a 27 anos, além de pais ou mães remanescentes, o taxa é de R$ 900. O limite de contribuição do grupo familiar, formado pelo titular e dependentes diretos, fica estabelecido em 9% da remuneração total. Nesse pacote, a proposta também contempla a redução da cobrança por consulta em pronto atendimento de R$ 150 para R$ 120, além de manter isenta de coparticipação o serviço de telemedicina.
Outra novidade é a previsão de pelo menos um empregado dedicado exclusivamente ao Saúde Caixa em cada gerência de pessoas e regional de pessoas, visando melhorar o atendimento e a gestão do plano. Além das mudanças no benefício, o banco anunciou ajustes no programa de remuneração variável Super Caixa, incluindo a ampliação da premiação inicial por habilitação, que passará de 25% para 50%, bem como maior transparência nos critérios de avaliação. O banco também afirmou que não haverá penalizações relacionadas aos programas Figital e Genesys em 2026, ambos em fase piloto, e que continuará discutindo regras futuras com os representantes dos funcionários.
Por fim, a proposta inclui o pagamento de um prêmio extraordinário de R$ 3 mil por empregado, vinculado à superação de metas operacionais atingidas neste ano. Os sindicatos responsáveis pela negociação comunicaram que nossa intenção é dialogar, mas a decisão final sobre o plano de saúde será tomada em assembleias eletrônicas marcadas para a próxima segunda-feira (21), onde os trabalhadores decidirão se aceitam ou rejeitam o conteúdo da proposta. Caso aprovada, a consequência prática será a compensação dos dias de greve em até 180 dias, conforme indicam as entidades sindicais. Ainda não há confirmações oficiais do banco a respeito desses detalhes, e a própria Caixa não se pronunciou oficialmente até o momento sobre o conteúdo da proposta apresentada nesta quinta-feira.
O que sabemos?
- A Caixa apresentou uma nova proposta para o plano de saúde dos funcionários após negociar desde quarta-feira.
- A proposta inclui aumento na participação da Caixa no custeio do plano de 6,5% para 9%, a partir de 2027.
- A votação da proposta será feita em assembleias eletrônicas na próxima segunda-feira (21).
- Os funcionários estão em greve desde o dia 10 de setembro, após rejeitar a proposta anterior.
- Se aprovada, a proposta prevê o pagamento de um prêmio de R$ 3 mil por empregado.
Fontes
- G1 imprensa




