Economia

BNDES aumenta investimentos em saneamento e reforça parceria público-privada

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Banco triplica aprovações e setor busca acelerar universalização de serviços até 2033

Gráfico mostrando aumento nos investimentos do BNDES em saneamento desde 2020
Imagem: CNN Brasil

O BNDES anunciou que, desde 2020, os investimentos aprovados em saneamento quase triplicaram, passando de R$ 2,5 bilhões para R$ 7,8 bilhões anuais, em um esforço conjunto com o setor público e privado para ampliar o acesso à água e esgoto no Brasil.

Segundo o Superintendente de Infraestrutura do BNDES, Felipe Borim, o banco dobra os esforços no setor de saneamento desde a sanção do novo marco legal, em 2020, passando de R$ 2,5 bilhões por ano para R$ 7,8 bilhões atualmente. Borim ressaltou durante o painel 'A escala de capital para universalizar o saneamento', realizado na terça-feira (15), que o momento para o setor é de grande êxito, com uma transformação significativa em andamento. Ele destacou a importância de uma combinação entre investimentos públicos e privados, além da estruturação de projetos específicos, que já somam mais de R$ 110 bilhões, abrangendo estados como Rio Grande do Norte, Goiás, Rondônia e a capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, totalizando R$ 45 bilhões.

Durante o evento, que reuniu autoridades e representantes do setor, o ministro das Cidades reforçou que a universalização dos serviços de água e esgoto é uma meta prioritária, embora reconheça que, com o ritmo atual, o país só atingiria esse objetivo em 2070, 37 anos depois do prazo estipulado na legislação, que é 2033. Segundo o ministro, não há espaço para adiamentos e o governo está empenhado em acelerar processos, gestionando junto a estados e municípios para cumprir o cronograma. A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, Natalia Resende, e o presidente da Sabesp, Carlos Piani, também participaram do debate, defendendo uma forte união de esforços entre os setores público e privado como estratégia fundamental para alcançar a universalização do saneamento no prazo previsto.

O painel também ressaltou a importância de estruturar projetos sólidos e usar recursos de subsídio cruzado para viabilizar os investimentos, considerando a recente necessidade de ampliar a infraestrutura do setor. Ainda não há confirmação oficial sobre detalhes de novos instrumentos financeiros, como um possível lançamento da Agência Nacional de Águas (ANA) até novembro para facilitar a transição para tarifas sociais mais acessíveis, uma medida que ainda aguarda confirmação formal. O debate enfatizou que transformar o cenário atual exige esforço conjunto para que os recursos se traduzam em melhorias concretas na vida da população até 2033, marcando o segundo ciclo de avanços no saneamento brasileiro.

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O que sabemos?

  • BNDES triplicou aprovação de investimentos em saneamento desde 2020
  • Investimentos passaram de R$ 2,5 bilhões para R$ 7,8 bilhões por ano
  • Projetos incluem regiões como Rio Grande do Norte, Goiás, Rondônia e Porto Alegre
  • Setor busca universalizar água e esgoto até 2033, mas pode levar até 2070 com ritmo atual
  • Autoridades defendem união entre setor público e privado

Fontes

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