Economia

Inter destaca-se no uso do Pix em meio à expansão do sistema de pagamentos digitais

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Banco registra crescimento de 26% no volume de transações e consolida sua presença no mercado financeiro brasileiro

Imagem ilustrativa de transações financeiras digitais com o logo do Inter ao fundo
Imagem: CNN Brasil

O Banco Inter encerrou o segundo trimestre de 2026 com aproximadamente 9% de participação nas transações via Pix no Brasil, refletindo uma expansão significativa de sua atuação na modalidade, que movimentou R$ 1,8 trilhão.

O Banco Inter conquistou uma posição de destaque no uso do Pix, o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, ao alcançar cerca de 9% de participação nas transações realizadas no Brasil durante o segundo trimestre de 2026. Segundo uma fonte da instituição, esse número representa um crescimento de 26% em comparação ao mesmo período do ano anterior e demonstra a forte presença do banco nesta modalidade financeira. Com um volume financeiro movimentado de aproximadamente R$ 1,8 trilhão, o Inter reforça sua liderança entre os diversos players do sistema de pagamentos instantâneos no país.

De acordo com a mesma fonte, o crescimento do Inter ocorre em um cenário de consolidação do Pix, que desde sua implementação em 2020 vem ampliando sua base de usuários e a frequência de uso por parte da população brasileira. O Relatório de Cidadania Financeira 2025, do Banco Central, aponta que, nos últimos três anos, houve uma expansão contínua do uso do Pix, especialmente entre instituições financeiras que apresentaram os maiores volumes de transações, incluindo bancos tradicionais públicos e privados. Além do Pix tradicional, o banco oferece também versões como o Pix no crédito, agendado e automático, além de serviços de seguros que protegem contra transações indevidas sob coação, violência ou após roubo e furto de celular.

Segundo os dados da instituição, cerca de 19 milhões de clientes ativos usam o Pix pelo Banco Inter, consolidando-se como um serviço fundamental no ecossistema financeiro da companhia. João Vitor Menin, CEO global do banco, destacou em entrevista ao CNN Money que a participação do Inter no desenvolvimento do sistema foi significativa, mencionando que a instituição teve um papel importante junto ao Banco Central nas discussões e na implementação do Pix. Menin reforçou que a agenda de digitalização, inclusive com soluções próprias como o Interpag — uma ferramenta baseada em QR Code antes mesmo do lançamento oficial do Pix — foi crucial para a rápida adaptação da instituição às mudanças do mercado.

Ele explicou ainda que a estrutura tecnológica enxuta do banco foi um diferencial que permitiu acompanhar a rápida evolução das transações digitais, além de citar o impacto positivo do movimento: "Três coisas juntas, a abertura das contas digitais trouxe muito depósito para o Inter, o Pix trouxe muita transacionalidade e muita relação primária com os nossos clientes, e o Open Finance, com mais informação e mais dados, para que a gente pudesse ser mais assertivo no crédito". No relatório de resultados do segundo trimestre, a instituição revelou que seu baixo custo de captação, que permanece em cerca de 66% do CDI — um dos menores setores —, é uma vantagem competitiva fundamentada na relação de confiança e na base de clientes engajados.

Embora ainda não tenha confirmado oficialmente todos os detalhes, a movimentação do Inter no Pix demonstra uma estratégia de crescimento focada em inovação tecnológica, inclusão financeira e relacionamento próximo aos usuários, consolidando-se como uma das principais instituições do setor financeiro digital no Brasil. O avanço do banco também reflete a mudança de comportamento dos consumidores e a preferência por serviços rápidos, acessíveis e de baixo custo, elementos que vêm sendo potencializados pelo sistema de pagamentos instantâneos.

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O que sabemos?

  • O Inter encerrou o segundo trimestre de 2026 com cerca de 9% de participação nas transações via Pix no Brasil.
  • O volume financeiro movimentado pelo banco foi de aproximadamente R$ 1,8 trilhão.
  • A expansão do uso do Pix desde 2020 é confirmada por dados do Banco Central.
  • O banco possui aproximadamente 19 milhões de clientes ativos que usam o Pix.
  • O CEO João Vitor Menin afirmou que o banco teve papel importante na discussão e implementação do Pix.

Fontes

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