Setor de celulose brasileiro atinge recordes em 2025, impulsionando a economia do país
Produção e exportação conquistam marcas históricas em meio a cenário internacional desafiador
A indústria de celulose do Brasil fechou 2025 com recordes de produção e exportação, fortalecendo sua presença global e contribuindo significativamente para a economia brasileira.
A produção brasileira de celulose atingiu um novo recorde em 2025, totalizando 29,4 milhões de toneladas, uma alta de 6,9% em relação ao ano anterior, segundo o Relatório Anual de 2026 divulgado pela Ibá (Indústria Brasileira de Árvores). A mesma fonte revelou que as exportações também atingiram o maior volume da série histórica, chegando a 20,7 milhões de toneladas, um avanço de 11,6% na comparação anual, consolidando o Brasil como o maior exportador mundial de celulose e o segundo maior produtor global.
Segundo a Ibá, o setor gerou uma receita bruta de R$ 249,4 bilhões em 2025, equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro. Apesar das tensões geopolíticas, medidas protecionistas e o enfraquecimento dos mecanismos multilaterais, a indústria florestal manteve sua resiliência e competitividade, contribuindo também com uma cadeia produtiva que, direta ou indiretamente, emprega cerca de 3,8 milhões de pessoas em diversas regiões do país.
A segmentação do setor revela que, em 2025, o Brasil permaneceu como o maior exportador mundial de celulose, além de ocupar a sétima posição no mercado de papel e painéis de madeira e a nona de madeira serrada. A atividade se apoia na produção de produtos renováveis, recicláveis e biodegradáveis utilizados em embalagens, livros, móveis, tecidos e produtos sanitários. Com uma área produtiva de 10,73 milhões de hectares, um ritmo de plantio de aproximadamente 2,2 milhões de árvores por dia, o setor experimentou uma expansão especialmente em Mato Grosso do Sul, com o acréscimo de 222 mil hectares de áreas previamente degradadas ou pastagens, informou a Ibá.
Ainda de acordo com o relatório, as áreas de produção e conservação estão intercaladas por um manejo florestal em mosaico, que busca formar corredores ecológicos e proteger recursos naturais e biodiversidade. Destacou-se também o avanço na restauração florestal e na silvicultura de espécies nativas, que em 2025 ocupava cerca de 57,5 mil hectares em processos de regeneração. Essas iniciativas são alinhadas às metas de redução de gases de efeito estufa e aos compromissos climáticos do Brasil, além de abrir espaço para o desenvolvimento de modelos de negócios relacionados à geração de créditos de carbono e à comercialização de produtos madeireiros e não madeireiros.
Segundo fontes ainda não confirmadas oficialmente, o setor permanece robusto mesmo em um cenário internacional marcado por tensões comerciais e conflitos em várias regiões do mundo. A indústria garante que os esforços para expandir suas áreas de plantio, preservar ecossistemas e buscar soluções sustentáveis continuam fortes, reforçando seu papel estratégico na economia brasileira e na exportação de bens renováveis. O impacto dessas conquistas é sentido tanto na geração de renda quanto na manutenção de empregos, consolidando a posição do Brasil no mercado global de produtos florestais.
O que sabemos?
- Produção de celulose atingiu 29,4 milhões de toneladas em 2025
- Exportações de celulose chegaram a 20,7 milhões de toneladas em 2025
- Setor gerou R$ 249,4 bilhões em receita bruta em 2025
- Brasil é o maior exportador mundial de celulose e segundo maior produtor
- Área produtiva de celulose no país é de 10,73 milhões de hectares
Fontes
- CNN Brasil imprensa





