Ciência

Mistério na Antártida revela vida marinha ancestral sob as Cataratas de Sangue

Em apuração ?

Pesquisadores descobrem micro-organismos ativos em ambientes extremos congelados há milênios

Imagem das Blood Falls com água avermelhada escorrendo do gelo na Antártida
Imagem: CNN Brasil

Estudo revela que micro-eucariotas marinhos, incluindo diatomáceas e dinoflagelados, continuam metabolicamente ativos na Blood Falls, na Antártida, mesmo isolados há milhares de anos.

Uma equipe internacional de pesquisadores anunciou uma descoberta surpreendente na Antártida: a presença de vida marinha ancestral ainda ativa em uma região conhecida como Blood Falls, ou Cataratas de Sangue. Este fenômeno, localizado no Glaciar Taylor, nos Vales Secos de McMurdo, é formado por uma salmoura hiper-salina e rica em ferro, que escorre periodicamente das profundezas do gelo, criando uma espécie de fluxo avermelhado sobre a superfície. Segundo a fonte única do estudo, ainda não confirmado oficialmente por outras instituições, análises genéticas indicaram que organismos mais complexos do que bactérias — especificamente microalgas como diatomáceas e dinoflagelados — permanecem metabolicamente ativos nessas águas isoladas há pelo menos milhares de anos, resistindo às condições extremas do ambiente polar. Esses micro-organismos realizam fotossíntese e outras atividades metabólicas essenciais, mesmo sem contato direto com o oceano moderno há eras. Os cientistas utilizaram sequenciamento genético e estudos de RNA para detectar sinais claros de atividade biológica, o que reforça a hipótese de que esses seres vivos sobreviveram a mudanças climáticas e ao isolamento, em um verdadeiro refúgio relictual de eras passadas. Além da presença de organismos, a pesquisa aponta que esses micro-organismos ativam mecanismos de adaptação ao sal e ao frio, entrando em estados de dormência quando necessário, mas mantendo a viabilidade. As divergências genéticas entre as populações de Blood Falls e os organismos do oceano próximo sugerem que esses micro-organismos não foram transportados recentemente pelo vento, mas descendem de populações oceânicas que se estabeleceram na região há milhares de anos, reforçando a ideia de que a área é um ecossistema único, preservado pelo gelo e pelo isolamento. A descoberta amplia o entendimento sobre os limites da vida e sugere que ambientes extremos, como as salmouras subglaciais, podem abrigar formas de vida antigas que sobreviveram a mudanças ambientais drásticas ao longo do tempo. Segundo a mesma fonte, essa pesquisa reforça a importância de estudar ambientes extremos para compreender a resistência biológica e os potenciais de vida em outros mundos, como luas geladas de outros planetas.

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O que sabemos?

  • Organismos marinhos microeucariotas, como diatomáceas e dinoflagelados, continuam ativos na Blood Falls.
  • Água salgada do sistema foi formada por antigas incursões oceânicas e está isolada sob o gelo há milhares de anos.
  • Estudos genéticos indicam que esses micro-organismos não foram transportados recentemente, mas descendem de populações antigas.
  • Descoberta sugere que ambientes extremos podem preservar formas de vida passadas por longos períodos.

Fontes

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