Estudo sugere que o Sol pode ter engolido planeta 10 vezes maior que a Terra
Pesquisa aponta que antigo planeta gigante pode ter deixado marcas químicas no interior solar
Cientistas propõem que o Sol antigo teria absorvido uma super-Terra na sua formação, impactando sua estrutura interna e composição química.
Uma nova pesquisa, ainda não confirmada oficialmente, indica que o Sol pode ter engolido um planeta várias vezes maior que a Terra, o que teria deixado uma memória química profunda em sua estrutura interna. Segundo informações divulgadas pelo site Olhar Digital, o estudo sugere que, na fase inicial da formação do Sistema Solar, um planeta gigante de aproximadamente cinco a dez vezes a massa terrestre poderia ter sido consumido pelo astro, alterando sua composição química e sua estrutura interna.
A hipótese se apoia em análises feitas através de modelos de evolução solar comparados às observações do interior e da superfície do Sol. Pesquisadores utilizaram a técnica de helioseismologia — que estuda como as ondas sonoras se movimentam dentro do Sol — e descobriram discrepâncias na velocidade do som em certas regiões profundas do astro, além de uma baixa abundância de lítio na superfície solar, que não se explica totalmente pelas teorias atuais. Segundo um dos autores do estudo, Yildiz, "estávamos interessados em saber se esses problemas poderiam ter uma origem comum na história química inicial do Sol".
Para testar essa ideia, os cientistas utilizaram um software de evolução estelar chamado MESA, criando diferentes cenários de adição de matéria ao Sol. Os modelos indicaram que a melhor correspondência com os dados observados acontece se, no passado, o Sol teria incorporado uma super-Terra, com massa entre cinco e dez vezes a da Terra. Ainda que essa hipótese soe surpreendente, ela se encaixa em discussões anteriores que sugeriam a formação de super-Terras dentro da órbita de Mercúrio, embora o destino desses mundos ainda seja um mistério.
Segundo ainda não confirmado, essa teoria pode explicar certos sinais deixados na composição química do Sol, que até agora não foram completamente explicados pelos modelos tradicionais. O próximo passo, de acordo com os pesquisadores, é procurar por impressões químicas específicas — denominadas 'impressões digitais' — que possam indicar a passagem e o consumo dessa antiga super-Terra. Caso essas evidências sejam confirmadas, elas poderão revolucionar nossa compreensão sobre a formação e evolução do Sistema Solar, além de abrir uma nova janela para estudar a história do Sol e seus possíveis encontros com mundos gigantescidos no passado.
Vale destacar que, até o momento, outras fontes independentes ainda não confirmaram essa hipótese, que ainda está em fase de estudo. O que se sabe ao certo é que essa linha de pesquisa pode, futuramente, mudar conceitos estabelecidos sobre o passado do nosso sistema planetário, ainda que muitas perguntas permaneçam abertas para a comunidade científica.
O que sabemos?
- O estudo sugere que o Sol pode ter engolido uma super-Terra de 5 a 10 vezes a massa da Terra.
- A hipótese é baseada em modelos de evolução do interior solar e dados de helioseismologia.
- Ainda não há confirmação oficial ou fontes independentes que validem essa teoria.
- Pesquisadores planejam buscar impressões químicas que possam comprovar essa hipótese.
Fontes
- Olhar Digital fonte especializada





