Ciência

Descoberta de estátua medieval em território do Quirguistão reacende debates sobre história turca na Ásia Central

Em apuração ?

Arqueólogos encontram monumento de pedra ligado aos povos turcos do período medieval na região do Lago Issyk-Kul

Imagem da escultura de pedra descoberta no vale do rio Dzhuuku, perto do Lago Issyk-Kul
Imagem: Aventuras na História

Uma equipe internacional revelou uma estátua de pedra desconhecida perto do Lago Issyk-Kul, no Quirguistão, durante escavações no vale do rio Dzhuuku. A peça, associada aos povos turcos da Idade Média, foi preservada no local por razões de segurança, com planos de transferência para um museu.

Uma recente descoberta arqueológica no Quirguistão tem chamado a atenção da comunidade científica e de entusiastas da história antiga. Uma equipe internacional, durante atividades realizadas entre os dias 22 e 29 de agosto de 2026, identificou uma estátua de pedra até então desconhecida, localizada no vale do rio Dzhuuku, próximo às margens do Lago Issyk-Kul. Segundo informações divulgadas pela equipe de pesquisadores, a escultura é associada aos povos turcos que habitaram a Ásia Central na Idade Média, um período que remonta a mais de mil anos atrás, ampliando o entendimento sobre as formas de expressão e presença dessas populações na região.

Durante as escavações, os arqueólogos também mapearam um complexo de nove recintos turcos tradicionais, características das comunidades que ocuparam a área no período medieval inicial. Ao encontrar a peça, a equipe optou por documentá-la por meio de fotogrametria, técnica que permite criar modelos tridimensionais detalhados a partir de múltiplas fotografias sobrepostas. Essa estratégia foi escolhida para preservar a integridade do monumento, que permaneceu em sua localização original até que uma avaliação mais aprofundada pudesse determinar o destino adequado. Ainda não há confirmação sobre o que acontecerá com a peça, embora o professor Alexey Tishkin, da Universidade Estadual de Altai, tenha sugerido que a estátua seja transferida para um museu na aldeia de Orgochor, onde poderia ser preservada e exibida com explicações sobre seu contexto arqueológico.

Além da estátua, os investigadores também examinaram um fragmento de estela budista, que retrata dois dragões entrelaçados. Esse fragmento apresenta diferenças barulhentas em comparação a monumentos semelhantes encontrados na Mongólia, como os ligados ao bilge Khagan e Kül-Tegin, figuras do período dos primeiros canatos turcos. Notavelmente, o fragmento do Quirguistão parece estar ausente do tamga — o símbolo do clã Ashina, dinastia governante dos primeiros turcos — o que sugere que o monumento talvez nunca tenha sido finalizado ou que tenha tido uma função distinta daquelas conhecidas na região. Ainda não há confirmações oficiais, e o próprio clube não se pronunciou. A descoberta pode abrir novas perspectivas sobre a presença e os costumes dessas antigas populações na Ásia Central, que até agora eram pouco conhecidas em sua manifestação artística e cultural.

Segundo fontes ligadas ao projeto, essa pesquisa faz parte do projeto de museu virtual Greater Altai — the Homeland of the Turks, que visa criar registros digitais de monumentos de pedra para preservar o patrimônio cultural dos povos turcos. Os dados coletados serão transformados em modelos virtuais de alta precisão, disponíveis para estudos globais, fortalecendo a memória e a história da região. A revelação dessa estátua reforça a importância de manter e proteger esses vestígios, que carregam informações valiosas sobre culturas antigas e suas trajetórias por milhares de anos, refletindo uma rica história que ainda reserva muitos segredos por serem descobertos."

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O que sabemos?

  • Uma equipe internacional descobriu uma estátua de pedra no vale do rio Dzhuuku, Quirguistão.
  • A descoberta foi feita entre 22 e 29 de agosto de 2026, na região do Lago Issyk-Kul.
  • A peça está associada aos povos turcos da Idade Média, há mais de mil anos.
  • Um fragmento de estela budista também foi encontrado, retratando dois dragões entrelaçados.

Fontes

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