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Especialistas explicam por que recentes terremotos não indicam aumento da atividade global

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Movimentos tectônicos continuam dentro do esperado, apesar de tremores recentes de alta magnitude.

Mapa mostrando movimentos das placas tectônicas ao redor do mundo
Imagem: Jornal da USP

Terremotos ocorridos em diferentes regiões do mundo ainda não confirmam uma elevação na atividade sísmica global. Cientistas afirmam que esses eventos fazem parte dos movimentos naturais das placas tectônicas, sem indicar um aumento na frequência geral.

Nos últimos dias, terremotos de alta magnitude têm chamado a atenção em diversas partes do mundo, incluindo regiões próximas ao Brasil. Embora esses tremores causem preocupação, especialistas esclarecem que eles estão dentro do padrão esperado de atividades sísmicas, sem indicar um aumento na atividade global. Segundo o sismólogo José Alexandre Nogueira, do Centro de Sismologia da USP, a Terra passa por processos naturais, como os movimentos das placas tectônicas, que podem gerar tremores de variados tamanhos e profundidades.

De acordo com o especialista, a tectônica de placas apresenta três movimentos básicos: o primeiro é o encontro das placas, muitas vezes levando à subducção, como acontece na região da placa de Nazca com a Sul-Americana. Nesse processo, uma placa passa por baixo da outra, gerando terremotos mais profundos. O segundo movimento é o de deslocamento lateral, quando as placas deslizam horizontalmente, comum na região da Venezuela. Por fim, há o movimento de afastamento, no qual as placas se separam. Esses movimentos ajudam a explicar as diferenças na origem e profundidade dos tremores registrados em diferentes regiões do planeta.

Segundo a mesma fonte, embora recentemente tenham ocorrido terremotos em zonas sismicamente ativas nas Américas e também no Japão, esses eventos não indicam uma elevação na atividade sísmica global. Ainda não confirmado oficialmente por outras fontes, ele comenta que a média anual de terremotos de magnitude superior a 7 é de 14 eventos, embora em anos passados tenha havido picos mais altos; em 2010, por exemplo, foram cerca de 24. Assim, a quantidade de tremores recentes pode ser uma coincidência dentro da variabilidade natural dessa atividade.

Embora as áreas de maior risco sempre estejam ligadas às bordas das placas, fenômenos também podem ocorrer no interior dessas áreas de contato, chamados de zonas intraplacas. Mesmo regiões que ficam mais distantes dessas regiões de movimento, como o Brasil, podem registrar tremores, embora geralmente de menor intensidade. O especialista destaca que esses eventos podem ocorrer por diversas razões, mas que, no contexto da tectônica, eles fazem parte dos processos naturais que regulam a movimentação da Terra.

Por fim, reforça que a ocorrência de um terremoto não significa automaticamente que ele vá causar grandes danos, já que fatores como magnitude, profundidade, proximidade de áreas povoadas e resistência das construções influenciam diretamente o impacto. Ainda assim, é importante estar atento às informações das autoridades e especialistas, que costumam monitorar constantemente esses movimentos para melhor compreensão e preparação da população.

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O que sabemos?

  • Terremotos recentes estão dentro do esperado e não indicam aumento da atividade sísmica global.
  • Movimentos das placas tectônicas explicam origem e profundidade dos terremotos.
  • Terremotos de magnitude superior a 7 ocorrem, em média, 14 vezes por ano, mas esse número pode variar.
  • Eventos podem ocorrer no interior das placas, em zonas intraplacas, incluindo regiões distantes das bordas tectônicas.

Fontes

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