Descoberta revela síndrome de Marfan em gatos pela primeira vez
Pesquisa identifica alteração genética em felinos que apresenta sinais semelhantes aos humanos
Estudo revelou pela primeira vez que gatos podem desenvolver a síndrome de Marfan, uma condição hereditária que afeta tecido conjuntivo, com potencial impacto no sistema cardiovascular, olhos e ossos.
Uma descoberta inédita no mundo veterinário chamou atenção ao identificar, pela primeira vez, a presença da síndrome de Marfan em gatos domésticos. Segundo um estudo divulgado pela revista Galileu, dois gatos adotados em um abrigo nos Estados Unidos apresentaram características incomuns, como pernas excepcionalmente longas, alterações nos olhos e dilatação da aorta, o que levou cientistas a investigarem uma possível ligação com a conhecida doença hereditária que afeta humanos.
De acordo com a fonte, esses gatos, chamados Gary e Shaggy, tinham uma mutação no gene FBN1 responsável pela produção da fibrilina-1, uma proteína essencial para a integridade do tecido conjuntivo. Essa mutação, herdada de cada um dos progenitores, resultou em duas cópias alteradas do gene, o que é relevante porque, em humanos, uma única cópia modificada já pode causar a síndrome. Ainda assim, análises indicam que os gatos ainda conseguiam produzir parte do gene normalmente, o que explicaria a sobrevivência até a idade adulta. A presença de duas cópias alteradas, no entanto, foi suficiente para afetar estruturas importantes, como os ossos, os olhos e a maior artéria do corpo, a aorta.
Segundo os pesquisadores, a combinação dessas alterações fez com que os felinos apresentassem pernas mais longas, além de problemas cardíacos e oculares, características compatíveis com a síndrome de Marfan. “As descobertas fornecem uma base para o aprimoramento do diagnóstico veterinário”, disse a autora sênior do estudo, que também mencionou que esses achados podem ajudar na criação de testes genéticos para identificar casos semelhantes no futuro.
Apesar de ainda não confirmada oficialmente por outras fontes, a pesquisa sugere que condições genéticas raras, até então conhecidas apenas em humanos e alguns bovinos, podem ocorrer também em gatos. Nos próximos passos, os cientistas pretendem aprofundar os estudos para entender melhor essa mutação e possíveis tratamentos ou diagnósticos precoces, contribuindo para uma medicina veterinária mais precisa e aprimorada.
O que sabemos?
- Primeira identificação da síndrome de Marfan em gatos.
- Gatos chamados Gary e Shaggy apresentam mutação no gene FBN1.
- Mutação está relacionada à produção da fibrilina-1, importante para o tecido conjuntivo.
- Alterações genéticas resultaram em pernas longas, problemas cardíacos e oculares.
- Relatório divulgado pela revista Galileu a partir de estudo ainda não confirmado por outros fontes.
Fontes
- Revista Galileu fonte especializada





