Ciência

Estudo sugere relação entre microbioma intestinal e febre após vacinação contra a Covid-19

Em apuração ?

Pesquisa aponta que microbes no intestino podem influenciar reações imunológicas às vacinas

Ilustração de bactérias no intestino com destaque para a flagelina
Imagem: Superinteressante

Uma pesquisa recente indica que o microbioma intestinal — os microrganismos presentes no intestino — pode estar ligado à intensidade da febre após a aplicação de vacinas contra a Covid-19. Ainda não há confirmação oficial, mas os resultados abrem possibilidades para entender diferenças na resposta imunológica.

Segundo uma fonte não confirmada oficialmente até o momento, um estudo publicado no periódico Science aponta que a composição do microbioma intestinal pode influenciar a reação do corpo à vacina contra a Covid-19, especialmente em relação à febre. A pesquisa analisou amostras de fezes de mais de 170 pessoas e detectou que indivíduos que tiveram febre após a segunda ou terceira dose da vacina apresentaram características semelhantes em seus microrganismos intestinais.

De acordo com a fonte, o estudo revelou que quem apresentou febre mais intensa também tinha níveis elevados de uma proteína chamada flagelina, que compõe estruturas móveis presentes em certas bactérias. A presença dessa proteína sugere que esses microrganismos têm maior capacidade de mobilidade, podendo se espalhar mais facilmente pelo corpo. Além disso, esses indivíduos também exibiram sinais de maior inflamação intestinal em comparação àqueles que tiveram febre leve ou nenhuma febre após a vacinação.

Os pesquisadores seguiram com experimentos em camundongos para entender qual seria a relação entre a flagelina e a aumento de temperatura, uma resposta típica do corpo na imunização. Segundo relatos, animais expostos às bactérias humanas associadas à febre tiveram aumento de temperatura, diferente do que normalmente ocorre nesses animais. Os estudos mostraram que camundongos modificados geneticamente, capazes de detectar a flagelina, reagiram de forma semelhante aos humanos, enquanto aqueles sem receptores específicos tiveram resposta menos intensa, reforçando a ideia de que a proteína está relacionada à reação imunológica.

Em relação às possíveis causas para os níveis elevados de flagelina no intestino de algumas pessoas, a hipótese mais aceita até o momento é a influência da dieta, com vegetarianos apresentando menor quantidade dessa proteína. No entanto, essa relação ainda não foi confirmada e novas pesquisas são necessárias para esclarecer esse ponto. A fonte destaca que, para a comunidade científica, o maior consenso é que as vacinas contra o coronavírus continuam sendo seguras e eficazes, mesmo que efeitos colaterais como febre possam variar de uma pessoa para outra.

Essa descoberta levanta novas perguntas sobre por que certa população apresenta essa resposta mais intensa após a vacinação e qual o papel real do microbioma na imunidade, mas especialistas adiantam que os estudos ainda estão em estágios iniciais. O avanço na compreensão dessas ações pode, futuramente, ajudar a personalizar estratégias de vacinação e prever reações adversas em diferentes grupos.”

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O que sabemos?

  • Maior quantidade de flagelina no intestino está associada à febre pós-vacina contra a Covid-19.
  • Indivíduos com febre mais intensa apresentam maior inflamação intestinal.
  • Camundongos expostos às bactérias relacionadas à febre tiveram aumento de temperatura, semelhante aos humanos.
  • Dieta, especialmente o consumo de carne, poderia influenciar os níveis de flagelina no microbioma.

Fontes

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