Ciência

Descoberta de nova classe de objetos cósmicos revela radares de raios X em galáxias próximas

Informações checadas ?

Uma pesquisa usando dados antigos da NASA aponta para uma possível nova categoria de emissores de raios X no universo

Representação artística de objetos cósmicos emissores de raios X em galáxias próximas
Imagem: Folha de S.Paulo

Estudo liderado por pesquisadores da Universidade do Alabama identifica objetos luminosos em galáxias, que podem revelar detalhes sobre processos extremos no cosmos e a formação de estrelas explosivas.

Uma investigação baseada em dados coletados pelo Observatório de Raios X Chandra, da NASA, entre 1999 e 2017, aponta para uma possível nova classe de emissores de raios X em galáxias próximas. Segundo a fonte única deste material, um grupo de pesquisadores liderado por Mustafa Muhibullah, pós-graduando na Universidade do Alabama, descobriu objetos que se destacam por sua intensa luminosidade e grande quantidade de ocorrência nas galáxias. Ainda não há confirmação oficial sobre a origem ou a classificação definitiva desses objetos, mas as pistas apontam para fenômenos extremos e processos de formação de estrelas superexplosivas ou exóticas combinações de sistemas estelares, como sistemas triplo onde duas estrelas colapsaram para formar buracos negros.

O professor Jimmy Irwin, da mesma universidade, revelou que a análise desses dados, iniciada há cerca de 12 anos, revelou padrões de emissão de raios X considerados diferentes de outros objetos já conhecidos no universo. Os raios X, que possuem comprimentos de onda menores que a luz ultravioleta e as cores que enxergamos, são classificados em dois tipos, de acordo com a energia: 'duros' (de maior energia) e 'moles' (de menor energia). Segundo a pesquisa, esses novos objetos aparentam emitir uma quantidade elevada de raios X de alta luminosidade, o que pode indicar processos físicos raros ou ainda pouco compreendidos.

O fato de serem muito luminosos e estarem presentes em grande número nas galáxias sugere uma relação com fenômenos cósmicos de alta energia e explosivos, como as supernovas, ou com composições exóticas que envolvem sistemas estelares complexos. Ainda que as informações disponíveis sejam preliminares, a descoberta reforça a ideia de que a nossa vizinhança no universo ainda guarda muitos segredos e que a análise detalhada de dados antigos pode revelar novidades surpreendentes. A pesquisa destaca a importância de reexaminar informações armazenadas por décadas, uma tarefa que pode abrir novas frentes no entendimento de eventos cósmicos de alta intensidade.

Por enquanto, o estudo ainda não foi confirmado oficialmente por órgãos científicos ou pela NASA e espera por análises adicionais para que as interpretações possam ser fortalecidas. A comunidade astronômica mantém o olhar atento às futuras publicações que possam oferecer detalhes mais específicos sobre esses objetos e seus possíveis papéis na evolução e dinâmica das galáxias próximas. Experimentos futuros com instrumentos de maior sensibilidade podem ajudar a esclarecer a origem desses emissores luminosos, além de ampliar o entendimento sobre eventos extremos no universo, como buracos negros e explosões estelares. Assim, a descoberta aponta para uma nova frente de pesquisa no campo da astronomia, que ainda promete desvendar muitos mistérios do cosmos.

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O que sabemos?

  • Dados coletados pelo Observatório de Raios X Chandra entre 1999 e 2017.
  • Pesquisadores descobriram uma nova classe de emissores de raios X em galáxias próximas.
  • Os objetos são muito luminosos e numerosos nas galáxias.
  • Alguns podem ser precursores de supernovas ou sistemas exóticos de estrelas.
  • A pesquisa foi liderada por Mustafa Muhibullah e envolvendo Jimmy Irwin, da Universidade do Alabama.

Fontes

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