Ciência

NASA promove mudanças na nave Starliner da Boeing para futuras missões

Em apuração ?

Investimento de milhões visa recuperar a credibilidade da espaçonave após falhas técnicas

Foguete Starship da SpaceX em órbita durante teste de voo
Imagem: Folha de S.Paulo

A NASA anunciou um novo investimento na nave Starliner, da Boeing, após problemas que a deixaram parada por mais de dois anos e prolongaram sua missão original de 8 dias para quase 9 meses.

Segundo informações divulgadas pela agência espacial NASA, o órgão decidiu investir US$ 359 milhões (aproximadamente R$ 1,8 bilhão) na nave Starliner, da Boeing, para realizar alterações no projeto e permitir seu lançamento por foguetes diferentes dos utilizados anteriormente. A decisão vem após uma série de problemas técnicos que comprometeram sua operacionalidade e obrigaram a agência a recorrer à SpaceX para o transporte dos astronautas de volta à Terra.

A nave Starliner, que só levou astronautas ao espaço uma única vez há mais de dois anos, ficou parada na Estação Espacial Internacional (ISS) por nove meses devido a falhas no sistema de propulsão, segundo fontes não oficiais. Nessa ocasião, os astronautas Sunita Williams e Barry Wilmore ficaram na estação por quase um ano enquanto a NASA e a Boeing buscavam soluções para os problemas técnicos. Como alternativa ao retorno na Starliner, a agência optou por usar a cápsula Crew Dragon, da SpaceX, que hoje realiza a maioria das missões comerciais e de transporte de tripulantes para a ISS.

Apesar dos contratempos, a NASA anunciou que a próxima missão da Starliner poderá ocorrer ainda em dezembro, embora essa seja apenas de carga, sem astronautas a bordo. A missão com tripulação, prevista para levar astronautas, deve acontecer somente em meados de 2028, após a conclusão das melhorias no projeto da nave. O comandante escolhido para esse voo será o astronauta Woody Hoburg, da NASA, que declarou confiança nas decisões tomadas, segundo informações oficiais.

Desde 2014, a NASA mantém contratos com as empresas Boeing e SpaceX para transporte de astronautas à estação espacial, mas os atrasos foram recorrentes. A SpaceX, por exemplo, lançou sua cápsula Crew Dragon em 2020, após anos de atrasos, e já realizou uma dúzia de missões operational, incluindo a mais recente programada para este mês. Em 2027 e 2028, a agência também planeja usar mais três missões da Crew Dragon, ao custo de quase US$ 947 milhões, reforçando a parceria com a SpaceX. A intenção é que, após 2030, a ISS seja substituída por estações comerciais, com a Boeing e a SpaceX pretendendo aposentar suas atuais espaçonaves após a entrada em operação do novo foguete Starship, da SpaceX, que chegou à órbita nesta segunda-feira durante seu 14º voo de teste, mas retornou antes do previsto, em uma estreia marcada por dificuldades técnicas.

Segundo fontes próximas, a certificação da Starliner é fundamental tanto para o suporte à ISS quanto para futuras missões comerciais. Ainda assim, as três missões já realizadas com a nave Boeing apresentaram problemas técnicos que ainda precisam ser resolvidos, o que explica o investimento adicional e a expectativa de futuras melhorias antes de uma missão tripulada. A situação reforça a complexidade de garantir voos seguros e confiáveis para a ida e volta ao espaço, especialmente em uma era em que a parceria entre agências públicas e empresas privadas ganha protagonismo na exploração orbital.

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O que sabemos?

  • NASA pagará US$ 359 milhões para melhorar a Starliner.
  • A Starliner só levou astronautas ao espaço uma vez, há mais de dois anos.
  • A próxima missão da Starliner será em dezembro, de carga, sem tripulação.
  • O voo com tripulação deve acontecer só em 2028, após melhorias.
  • SpaceX lançou sua primeira missão de foguete Starship, que retornou antes do previsto.

Fontes

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