Fundador da Ark Encounter pede cautela após alegações de descoberta da Arca de Noé na Turquia
Empresário destaca a importância de evitar conclusões precipitadas sobre possíveis restos arqueológicos
Ken Ham, fundador da atração que replica a Arca de Noé, reforça a necessidade de cautela diante de novas alegações de achados na Turquia relacionados à embarcação bíblica.
Na última segunda-feira, 28, o fundador da Ark Encounter, uma famosa atração no estado americano de Kentucky que apresenta uma réplica em tamanho real da Arca de Noé, divulgou um vídeo em que pediu cautela ao comentar recentes alegações de que restos da embarcação bíblica teriam sido encontrados na Turquia. Segundo fontes, o empresário Ken Ham, também responsável pela organização Answers in Genesis, alertou para o perigo de confiar em evidências ainda não confirmadas oficialmente e reforçou a importância de uma abordagem prudente ao tratar de possíveis descobertas arqueológicas relacionadas à narrativa bíblica.
Ham, que é cristão e acredita na historicidade de Noé, afirmou que a descoberta de uma estrutura que pudesse estar relacionada à arca seria uma das maiores do gênero na história da arqueologia, mas ressaltou que muitas alegações semelhantes ao longo das últimas décadas tiveram que ser revistas ou desmentidas posteriormente. Ainda segundo ele, a credibilidade da pesquisa deve vir de testes rigorosos realizados por especialistas independentes, e não de afirmações preliminares.
O local responsável pelas investigações é a Formação Durupinar, situada no leste da Turquia, a aproximadamente 29 quilômetros ao sul do Monte Ararat. Para alguns pesquisadores, a formação geológica dessa região já levantou suspeitas de possível identificação com a arca bíblica; no entanto, ainda não há consenso ou comprovação definitiva. Recentemente, integrantes da Noah’s Ark Scans — organização americana envolvida nas buscas — iniciaram perfurações no local para coletar amostras sub superfícies. De acordo com a organização, as perfurações resultaram na coleta de materiais ricamente compostos por matéria orgânica e cavidades abaixo da superfície, o que despertou interesse, pois os suspeitos achados poderiam sugerir a existência de elementos petrificados, como madeira, a cerca de quatro a cinco metros de profundidade. A equipe afirmou que as amostras serão submetidas a testes por especialistas independentes para verificar sua origem.
Apesar do entusiasmo de alguns investigadores, a comunidade científica ainda aguarda confirmações concretas. O clube de Ham não se pronunciou oficialmente sobre novos resultados, e as alegações continuam sendo investigadas. Até o momento, a descoberta, que mobiliza pesquisadores, fiéis e curiosos ao redor do mundo, permanece sem confirmação definitiva, reforçando a necessidade de cautela antes de considerar qualquer achado como fato histórico ou arqueológico irrefutável.
O que sabemos?
- Fundador da Ark Encounter pediu cautela ao comentar alegações de descoberta.
- Perfuradoras na Formação Durupinar coletaram amostras que podem conter madeira petrificada.
- Alegações surgiram após investigações realizadas pela Noah’s Ark Scans.
- Ainda não há confirmação oficial sobre a descoberta, e testes estão em andamento.
Fontes
- Aventuras na História fonte especializada





