Ciência

Brasileiros descobrem o maior fóssil de tartaruga de água doce do mundo na Amazônia

Em apuração ?

Descoberta no Acre revela importante trecho do passado pré-histórico da região

Fóssil de tartaruga de água doce encontrado na Amazônia
Imagem: Superinteressante

Após uma expedição de sete horas no rio Acre, equipe brasileira localiza um fóssil extraordinário de tartaruga que pode ser a maior já encontrada na sua categoria.

Na cheia do rio Acre, uma equipe de paleontólogos e pesquisadores brasileiros realizou uma expedição que durou dias e terminou com uma descoberta que promete revolucionar o entendimento sobre a história da fauna da Amazônia. Segundo informações divulgadas por um professor da Universidade de São Paulo (USP) e por pesquisadores da Universidade Federal do Acre (UFAC), foi encontrado em julho de 2025, na região de Patos, um fóssil que pode pertencer à maior tartaruga de água doce já registrada no mundo.

A área onde o fóssil foi localizado fica na Terra Indígena Cabeceira do Rio Acre, na fronteira entre Brasil e Peru, uma região que chamou a atenção dos cientistas desde o final dos anos 1970, devido ao seu valor paleontológico. O local, conhecido como Patos, é de difícil acesso, o que acaba tornando as expedições científicas raras e desafiadoras. Ainda segundo relato do pesquisador, as condições geográficas extremas, sobretudo na estação seca, tornam a travessia bastante penosa, com necessidade de abandonar o barco e empurrar até o destino, além do risco de pisar em arraias na água.

Na expedição de julho, composta por 16 pessoas entre pesquisadores, estudantes e barqueiros da Reserva Extrativista Chico Mendes, a equipe chegou a Montar acampamento nas margens do rio após enfrentarem horas de navegação por bancos de areia e troncos acumulados nas margens. Ao chegarem ao sítio fossilífero, eles seguiram para o ponto onde alguns achados anteriores já haviam sido feitos, incluindo fósseis de aves, serpentes e pequenos roedores. Foi naquele momento, de acordo com o relato, que ouviram os gritos de um dos paleontólogos, o professor Francisco Ricardo Negri, que indicava uma descoberta importante feito no início do afloramento.

Segundo o relato, Negri, conhecido por sua vasta experiência, estaria no começo do afloramento de rochas, enquanto a equipe principal já se deslocava aproximadamente cem metros adiante. Ainda não há confirmação oficial do que exatamente foi encontrado, mas a expectativa é de que seja um fóssil de tartaruga de grande porte, cuja dimensão pode superar qualquer outro já registrado até então. A descoberta, ainda não oficialmente confirmada, aguarda análises detalhadas que possam determinar a idade, tamanho e espécie do fóssil. Caso se confirme, o achado representará um marco na paleontologia brasileira e mundial, dando nova perspectiva sobre a fauna pré-histórica da região amazônica.

Autoridades do campo científico ressaltam que, devido ao isolamento e às condições ambientais do local, essas expedições exigem paciência e resistência física, além de um suporte logístico e técnico elevado. Ainda que a notícia seja empolgante, espera-se que novas informações sejam divulgadas após análise mais aprofundada, o que pode levar meses. O que se sabe até o momento é que o achado é considerado um dos mais importantes de toda a história da paleontologia na Amazônia, potencialmente ampliando o entendimento sobre os animais que habitaram a região há milhões de anos.

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O que sabemos?

  • Expedição ocorreu em julho de 2025 na região de Patos, Acre.
  • A equipe enfrentou dificuldades de navegação devido ao rio baixa durante a estação seca.
  • Fósil possivelmente da maior tartaruga de água doce já encontrada.
  • A descoberta foi feita por uma equipe de 16 pessoas, incluindo pesquisadores e barqueiros.
  • Ainda não há confirmação oficial do que exatamente foi achado, aguardando análise detalhada.

Fontes

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