Pesquisadores desenvolvem método para identificar tamanduás-bandeira usando padrões na pelagem
Estudo busca aprimorar o acompanhamento individual de animais na natureza por meio de fotos e inteligência artificial
Um estudo publicado na revista Mammal Research revela uma nova técnica de reconhecimento individual do tamanduá-bandeira usando padrões únicos na sua pelagem. A iniciativa promete facilitar o monitoramento de populações dessa espécie ameaçada.
Pesquisadores estão explorando uma nova forma de identificar individualmente tamanduás-bandeira através de detalhes na pelagem, uma inovação que pode revolucionar o acompanhamento desses animais na natureza. Segundo a fundação do estudo, publicado na revista científica Mammal Research, um catalogo visual foi criado com base em 553 registros obtidos por armadilhas fotográficas no Pantanal e no Cerrado, ampliando as possibilidades de identificar cada animal com maior precisão. A técnica consiste em analisar características como as faixas no dorso, manchas nas patas e uma marca específica chamada de bracelete, localizada nas patas dianteiras, entre outros detalhes que, combinados, formam uma espécie de 'impressão digital' do tamanduá-bandeira.
De acordo com a pesquisadora Alessandra Bertassoni, do Instituto Nacional da Mata Atlântica, essa identificação por padrão de pelagem exige atenção detalhada, pois a primeira impressão pode sugerir que dois animais são iguais, mas diferenças sutis em cada marca ajudam a distinguir um do outro. Para facilitar o processo, os estudos ainda planejam usar o banco de imagens para treinar inteligência artificial, de modo a automatizar a tarefa de reconhecer os indivíduos a partir das fotos. Não há, até o momento, confirmação de que essa tecnologia já esteja em uso definitivo, e o próprio estudo destaca que a qualidade das fotografias é fundamental nesse método.
Segundo o biólogo Gabriel Massocato, do Instituto de Conservação de Animais Silvestres, a combinação de múltiplas características, como a espessura e curvatura das faixas brancas, a forma da mancha no cotovelo e a coloração do pé traseiro, é que garante maior segurança na identificação. Ainda não há um padrão oficial ou um código único, pois o reconhecimento se dá pela somatória de detalhes que se repetem em diferentes registros, reforçando a ideia de que, à primeira vista, os tamanduás-bandeira podem parecer iguais, mas cada um possui uma assinatura própria na sua pelagem.
Espera-se que essa inovação auxiliem as pesquisas, proporcionando uma maior robustez na observação de indivíduos e na preservação da espécie. Porém, o estudo ainda não confirmou oficialmente se a técnica será aplicada em larga escala, e o clube não se pronunciou oficialmente sobre possíveis futuras implementações. Assim, a novidade promete avançar o monitoramento da espécie, que é considerada vulnerável, embora ainda dependa de futuros testes e confirmações para se tornar uma ferramenta padrão na ciência da conservação.
O que sabemos?
- Estudo criou catálogo visual baseado na pelagem de tamanduás-bandeira.
- Análise utilizou 553 registros de armadilhas no Pantanal e no Cerrado.
- Identificação combina padrões como faixas, manchas e bracelete nas patas.
- Pesquisadores planejam usar imagens treinando inteligência artificial para reconhecimento automático.
- A qualidade das fotografias é fundamental para a precisão do método.
Fontes
- G1 imprensa




