Baleia-jubarte se recusa a abandonar filhote morto e chama atenção de cientistas
Comportamento de uma baleia na Austrália vira tema de estudo sobre emoções e relações sociais dos animais marinhos
A imagem de uma mãe baleia-jubarte tocando e abraçando o filhote morto, enquanto permanece no local por dias, faz parte de um estudo que avalia comportamentos de luto e apego em animais marinhos.
Na costa da Austrália, um episódio que chamou a atenção de pesquisadores e do público reflete questões profundas sobre emoções e comportamentos sociais de baleias-jubarte. Segundo informações divulgadas por uma única fonte até o momento, a CNN Brasil, no dia 17 de julho de 2025, duas baleias dessa espécie foram avistadas na região conhecida como Costa de Ouro às oito horas da manhã. Pouco mais de meia hora depois, uma membrana amniótica foi encontrada flutuando na superfície do mar, supostamente liberada por uma baleia gestante. A partir desse momento, às 8h45, foi avistado um filhote pequeno, imóvel no fundo do mar, levantando suspeitas de que ele poderia estar morto.
Testemunhas no local relataram que uma baleia fêmea se aproximou do filhote, tocando-o com a cabeça e as nadadeiras, além de observá-lo diretamente nos olhos. Em uma atitude incomum, ela chegou a deitar-se no fundo do mar junto ao corpo, cobrindo-o com sua nadadeira, numa espécie de cuidado que alguns cientistas interpretam como uma manifestação de apego ou mesmo luto. Os especialistas destacam que a baleia não tentou mover o filhote para a superfície, o que indica que ela provavelmente percebeu sua morte logo após o nascimento.
O comportamento da mãe foi observado por dias consecutivos, sempre circulando a área onde o filhote permanecia, mergulhando e retornando lentamente à superfície. Essas ações, segundo um artigo publicado na revista Discover Animals por pesquisadores da Universidade de Griffith e da Sea World Foundation, foram classificadas como “comportamento epimelético”. Essa expressão se refere às ações de um animal saudável que cuida de um indivíduo doente ou já falecido, sugerindo uma ligação emocional forte. Ainda não há confirmação oficial de que esse comportamento signifique luto, mas a situação reforça a hipótese de que os animais marinhos possam sentir emoções semelhantes às humanas.
Os autores do estudo ressaltam que mais análises precisam ser feitas, principalmente para entender a resposta neurológica ou fisiológica da baleia, que ainda não foi medida. Ainda assim, a cena chamou a atenção porque demonstra um vínculo que, para muitos especialistas, remete a apego emocional, algo que antes era considerado exclusivamente humano. A cena viralizou na internet e sensibilizou o público, reforçando a curiosidade sobre os sentimentos dos animais do oceano e como eles lidam com perdas na sua rotina natural.
O que sabemos?
- Duas baleias-jubarte foram vistas na Costa de Ouro, Austrália, em 17 de julho de 2025.
- Uma membrana amniótica foi encontrada na superfície do mar após o avistamento.
- Um filhote foi visto imóvel no fundo do mar, possivelmente morto.
- A mãe tocou o filhote e permaneceu ao seu lado por dias, comportamento classificado como "epimelético".
Fontes
- CNN Brasil imprensa




