Fóssil de dinossauro predador desconhecido é encontrado em museu após quase um século
Descoberta revela uma nova espécie de megaraptor na Inglaterra, acendendo esperança de mais descobertas na Ilha de Wight
Um fóssil que permaneceu guardado por mais de 100 anos no Museu de História Natural de Londres foi finalmente identificado como uma nova espécie de dinossauro predador, com destaque para sua relação com os megaraptors, um grupo de predadores já conhecidos, mas até então não confirmados na Europa.
Um fóssil de um dinossauro que ficou escondido por quase um século em um acervo de museu na Inglaterra agora está revelando uma descoberta que pode mudar o entendimento sobre a distribuição de predadores do período Cretáceo. Segundo informações divulgadas por um estudo publicado em 14 de outubro na revista Royal Society Open Science, ele representa uma nova espécie de megaraptor, um grupo de dinossauros carnívoros de duas patas relacionados aos famosos tiranossauro-rex. O que chama a atenção é que essa é a primeira vez que um megaraptor é confirmado na Europa, preenchendo uma lacuna no registro fóssil do grupo, cuja história evolutiva ainda é pouco compreendida.
O fóssil em questão foi descoberto inicialmente em 1924 na Ilha de Wight, uma ilha ao sul da Inglaterra, por um colecionador amador. Segundo o pesquisador Cassius Morrison, autor principal do estudo e membro do Departamento de Ciências da Terra da University College London (UCL), “é um mistério que esse fóssil tenha passado despercebido por tanto tempo, permanecendo guardado em uma gaveta por quase 100 anos”. Ainda segundo o investigador, muitas outras descobertas podem estar aguardando por serem reveladas na mesma região, que é conhecida por fornecer inúmeros fósseis de dinossauros.
Após a reanálise, os cientistas usaram uma técnica de microtomografia computadorizada (micro-CT) para examinar o interior do fóssil, criando modelos digitais tridimensionais detalhados de partes que antes eram inacessíveis sem que o osso fosse destruído. Essa abordagem permitiu comparar a anatomia do animal com a de outros dinossauros carnívoros conhecidos, incluindo tiranossauros, espinossauros e outros theropodes (grupo que reúne os dinossauros bípedes, muitos deles carnívoros). A estrutura do fóssil revelou traços que estabelecem uma ligação clara com os megaraptors, um grupo que se destacou por possuir braços fortes e garras curvas que usavam tanto para atacar suas presas quanto para se defender.
Apesar de ainda não confirmar oficialmente a espécie, este achado traz importantes pistas para entender a evolução e a dispersão desses predadores ao redor do globo. Segundo a divulgação, a descoberta reforça o papel da Ilha de Wight como um dos pontos mais ricos em fósseis de dinossauros na Europa, além de aumentar o interesse por futuras escavações na região. Ainda não há uma nomeação definitiva para a nova espécie, e o clube responsável pelo estudo aguarda confirmações adicionais, já que a pesquisa ainda está em andamento. Por enquanto, o fóssil permanece como uma peça-chave para desvendar os mistérios do passado de uma das maiores épocas da história dos dinossauros.
O que sabemos?
- Fóssil encontrado na Inglaterra, na Ilha de Wight.
- Fóssil permaneceu no museu por quase 100 anos sem ser estudado.
- Identificado como uma nova espécie de megaraptor, grupo de dinossauros carnívoros.
- Primeira confirmação de um megaraptor na Europa.
- Estudo publicado em 14 de outubro na Royal Society Open Science.
Fontes
- Live Science fonte especializada





