Estudo revela que a Lua está encolhendo a uma velocidade surpreendente
Pesquisa indica que o satélite diminui de tamanho devido ao resfriamento interno, gerando fissuras na superfície lunar
Uma nova pesquisa publicada na revista The Planetary Science Journal aponta que a Lua está encolhendo lentamente, com uma contração de até 11 centímetros por milhão de anos, devido ao resfriamento de seu interior. O estudo utilizou dados de satélites que monitoram a superfície lunar, revelando fissuras visíveis na crosta do satélite natural.
Um estudo recente publicado na revista The Planetary Science Journal trouxe uma descoberta que chama a atenção no campo da astronomia e da geologia lunar: a Lua está encolhendo lentamente, à medida que seu interior continua a resfriar e contrair. Segundo a pesquisa, essa contração ocasiona a formação de fissuras e tremores na superfície do satélite, que, ao longo de milhões de anos, vêm se acumulando e se tornando visíveis.
De acordo com o estudo, realizado com base em dados coletados pela Lunar Reconnaissance Orbiter Camera (LROC), da NASA, a quantidade de fissuras visíveis chega a cerca de 10 mil. Essas fissuras, que aparecem ao longo da superfície lunar, são resultado do movimento de contração do interior do satélite. Ainda segundo os pesquisadores, à medida que o interior da Lua continua a esfriar, ela diminui de tamanho em uma espécie de ritmo “glacial”, estimado entre 6 a 11 centímetros por milhão de anos.
O estudo explica que, diferentemente da Terra, onde os terremotos estão ligados ao movimento de várias placas tectônicas, a Lua possui apenas uma “placa” tectônica — sua crosta sólida que se move por contrações internas. Assim, o resfriamento do interior lunar provoca fissuras que se estendem pela superfície, gerando tremores e rachaduras. Essa dinâmica, ainda pouco compreendida, é importante para entender também o que ocorre na geologia do satélite e onde a superfície é mais estável para futuras missões.
Para os pesquisadores, as conclusões, baseadas em milhões de fotografias tiradas ao longo de 17 anos, podem ter impacto direto em programas de exploração lunar, especialmente na preparação de missões tripuladas. Enzo Monteiro, redator do Olhar Digital, que acompanhou o estudo, explicou que as informações são preliminares e ainda aguardam confirmações adicionais, já que o estudo foi divulgado apenas por uma fonte. A pesquisa reforça a importância de monitorar a evolução geológica da Lua, especialmente com o interesse de agências espaciais, como a NASA, em estabelecer bases permanentes na sua superfície com missões futuras como Artemis.
Embora o fenômeno de encolhimento lunar ainda esteja em estudo, ele desperta a curiosidade sobre a evolução do satélite e as possibilidades de futuras explorações humanas, além de abrir um novo capítulo na compreensão da geologia de corpos celestes que, até então, pareciam bastante diferentes da Terra nesta questão de movimento tectônico.
O que sabemos?
- A Lua está encolhendo devido ao resfriamento do seu interior.
- O deslocamento causado pelo resfriamento gera fissuras visíveis na superfície lunar.
- A contração ocorre em ritmo de aproximadamente 6 a 11 centímetros por milhão de anos.
- Foram identificadas cerca de 10 mil fissuras ao longo da superfície lunar.
- A pesquisa utiliza dados de 17 anos de imagens captadas por satélites da NASA.
Fontes
- Olhar Digital fonte especializada





