Ciência

Estudo revela que pausas de 20 minutos podem melhorar memória e reduzir fadiga mental

Em apuração ?

Praticar atividades como caminhar, correr ou dormir por um curto período ajuda na saúde cerebral, aponta pesquisa

Ilustração de uma pessoa caminhando e descansando com o cérebro destacado
Imagem: CNN Brasil

Pesquisadores descobriram que atividades físicas de 20 minutos ou sonecas de uma hora e meia podem proteger a memória e diminuir o cansaço neural, sem sobrecarregar energeticamente o cérebro.

Um estudo recente traz uma mensagem simples, mas poderosa: dedicar cerca de 20 minutos a atividades físicas aeróbicas ou a uma soneca de aproximadamente uma hora e meia pode fazer uma grande diferença na saúde do cérebro e na memória. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, a pesquisa, realizada com 54 pessoas saudáveis entre 18 e 35 anos, mostrou que essas práticas ajudam a proteger a memória de longo prazo e reduzem a fadiga mental. Ainda de acordo com a mesma fonte, o levantamento aponta que a perda de memória fica mais acentuada após 30 horas de privação de sono, afetando entre 20% e 40% da população adulta mundial.

O estudo dividiu os participantes em três grupos e os submeteu a diferentes condições após suas rotinas habituais. Todos passaram por testes de reconhecimento envolvendo 150 imagens originais misturadas. Os resultados foram bastante reveladores: o grupo que fez atividades físicas de aproximadamente 20 minutos conseguiu acertar 57% das imagens, enquanto o grupo que tirou uma soneca de uma hora e meia obteve um percentual semelhante — 56%. Já o grupo que permaneceu acordado e sem descanso teve uma performance menor, acertando apenas 46% das imagens. Além disso, foi observado que o grupo que tirou a soneca relatou uma diminuição significativa na fadiga mental, e não apresentou aumento de cansaço em relação ao grupo que praticou atividade física, indicando que, segundo os autores, o exercício protege a memória sem causar esforço energético adicional.

Outro ponto interessante do estudo é que dormir reduziu atividades de ondas cerebrais frontais e delta, marcadores associados à fadiga neural e ao acúmulo de pressão de sono — sensação de cansaço. A intervenção ainda aumentou a plasticidade cerebral, ou seja, a capacidade do cérebro de formar novas conexões, o que é fundamental para o aprendizado. Os pesquisadores também observaram que a atividade física manteve o cérebro ativo, impedindo que estímulos de estresse neural dominassem o processamento mental. Apesar disso, o grupo que fez a soneca apresentou um aumento do componente P300, uma onda elétrica relacionada à atenção e à velocidade de processamento das informações, mas sem melhorias perceptíveis na memória. Segundo a fonte, o cérebro sem descanso tentou compensar a falta de sono com um esforço exaustivo, embora de forma ineficiente, para processar as informações.

Por enquanto, os cientistas aguardam mais confirmações de outros estudos para fundamentar esses resultados. Ainda não há uma conclusão definitiva, e o estudo cita que a pesquisa foi divulgada inicialmente pela CNN Brasil, sem confirmação de outras fontes. Mas a esperança é de que, no futuro, pequenas pausas durante o dia possam ser uma aliada na manutenção da memória e na saúde cerebral, de maneira simples e acessível.

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O que sabemos?

  • Atividades físicas de 20 minutos, como caminhada, corrida ou natação, podem melhorar a memória.
  • Sonecas de cerca de uma hora e meia também auxiliam na proteção da memória.
  • Falta de sono, especialmente após 30 horas, prejudica significativamente a capacidade de guardar memórias.
  • Estudos mostram que essas atividades reduzem fadiga neural e aumentam a plasticidade cerebral.

Fontes

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