Ciência

Imagem do Hubble revela gigantesco ogo de formação estelar na Via Láctea

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Fotografia do telescópio espacial mostra vasta nebula com buraco negro de 210 por 140 anos-luz

Fotografia do Telescópio Hubble mostrando uma grande nebula na Pequena Galáxia de Magalhães com um superburaco de gás ao centro
Imagem: NASA

Fotografia do Hubble mostra uma região ativa de formação de estrelas na galáxia anã LMC, a 160 mil anos-luz da Terra, com um superburaco de gás de grande escala.

A imagem capturada pelo Telescópio Espacial Hubble, uma parceria da NASA e ESA, revela uma imensa nebula conhecida como N44, localizada na Pequena Galáxia de Magalhães, que orbitam a Via Láctea. Segundo a NASA, a região está a cerca de 160 mil anos-luz da Terra e oferece uma oportunidade única de estudar a formação de estrelas em condições extremas. A imagem mostra um grande buraco, chamado de 'superbubble', de aproximadamente 210 por 140 anos-luz, rodeado por uma casca de gás denso e poeirento. Esse vazio central é resultado da ação de ventos estelares e explosões de supernovas de estrelas massivas no núcleo da região, que expulsaram grande parte do gás de sua formação. Em volta desse buraco, o gás comprimido dá origem a novas estrelas, um processo chamado de formação estelar por compressão. Aproximadamente 30 mil estrelas ainda em formação, pré-sequência principal, foram catalogadas pelo Hubble nesta região, que abriga quase meio milhão de estrelas ao todo. A sensibilidade do telescópio permitiu identificar estrelas de baixa massa, que ainda não iniciaram a fusão de hidrogênio em seus núcleos. Um ponto interessante é o N44F, uma bolha menor criada por um único estrela extremamente quente e brilhante, que, através de seus ventos e radiação, moldou o gás ao seu redor, formando pilares de poeira que também podem estar dando origem a novas estrelas. Como explica a NASA, as observações ajudam a compreender melhor como o gás frio colapsa para dar início à criação de estrelas, um processo fundamental para entender também as galáxias do universo primitivo, que eram pobres em elementos além do hélio. Esses estudos, ainda segundo a fonte, fortalecem o entendimento de como as estrelas nascem e evoluem, em ambientes que, assim como na LMC ou no universo primordial, possuem poucos elementos mais pesados.
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O que sabemos?

  • A imagem foi feita pelo Telescópio Espacial Hubble em um programa de observação.
  • A região, conhecida como N44, está na Pequena Galáxia de Magalhães, a 160 mil anos-luz da Terra.
  • Ela mostra um superburaco de gás, chamado de 'superbubble', de cerca de 210 x 140 anos-luz.
  • O estudo inclui quase meio milhão de estrelas, com cerca de 30 mil em fase de formação.

Fontes

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