Ciência

Cidades do mundo enfrentam fenômeno de afundamento do solo, aponta estudo com satélites

Em apuração ?

Pesquisa revela taxas de subsindência em diferentes regiões, destacando riscos à infraestrutura urbana

Mapa de cidades com diferentes taxas de afundamento do solo ao redor do mundo
Imagem: Olhar Digital

Estudo recente utilizando satélites monitora o movimento do solo em grandes cidades ao redor do globo, identificando áreas de maior risco de afundamento. Cidade do México e algumas cidades na Ásia apresentaram taxas preocupantes, enquanto outras permanecem mais estáveis.

Segundo uma pesquisa divulgada na revista Nature Cities, diferentes cidades ao redor do mundo estão passando por um fenômeno de subsidência do solo, conhecido como afundamento do terreno. Essa condição, que envolve o rebaixamento gradual do solo, pode causar sérios problemas às construções e à infraestrutura urbana, incluindo sistemas de drenagem e esgoto, além de aumentar os riscos de enchentes. A análise, que utilizou imagens captadas por satélites ao longo de nove anos, revelou variações significativas entre as regiões analisadas, destacando a Cidade do México como a mais afetada em áreas específicas, onde o afundamento atingiu até aproximadamente 21,7 centímetros por ano, com uma taxa mediana de 8 milímetros anuais para toda a cidade. Ainda segundo a fonte única, essa taxa rápida de afundamento pode comprometer fundações e estruturas, além de dificultar o planejamento de intervenções urbanísticas. Outro município mexicano mencionado é Torreón, que apresentou um movimento de aproximadamente 17 milímetros por ano. Em contraste, cidades de diferentes partes do mundo, como Boston, Nova York, Londres, Pequim, Tóquio, Seul, Sydney, Montevidéu e Nápoles, exibiram variações anuais entre 0,1 e 1,9 milímetros, valores considerados relativamente baixos e que obrigam à cautela na interpretação. O estudo enfatiza ainda que há limitações na análise, pois ela se concentrou no movimento do solo dentro dos limites administrativos das cidades, podendo deixar de fora áreas próximas. Além disso, a quantidade de estações de monitoramento terrestre em alguns locais ainda é insuficiente para verificar com maior precisão a dinâmica do fenômeno. Os autores ressaltam que a continuidade das observações por satélite é essencial para acompanhar se as tendências se mantêm ao longo do tempo e assim direcionar ações de prevenção onde o risco é maior. Ainda, essas informações são importantes para planejadores urbanos, que podem precisar de medidas para evitar que estruturas fiquem vulneráveis. A reportagem tenta entender o impacto dessa descoberta mundial, que revela uma ameaça invisível às áreas urbanas, aguardando mais estudos para confirmar e ampliar esses dados.
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O que sabemos?

  • A pesquisa utilizou satélites para monitorar o movimento do solo em cidades ao redor do mundo.
  • Cidade do México apresentou taxas de afundamento de até aproximadamente 21,7 cm por ano em áreas específicas.
  • Cidades na Ásia mostraram as maiores taxas medianas de afundamento, como Medan e Bandung na Indonésia.
  • Em cidades como Boston, Nova York e Londres, o afundamento foi de até 1,9 mm por ano, valores considerados baixos.
  • O estudo tem limitações, incluindo a concentração em limites administrativos e menor confiabilidade em regiões com poucas estações de monitoramento terrestre.

Fontes

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