Ciência

Cientistas recriam sons das florestas do Jurássico: insetos que cantavam além do alcance humano

Em apuração ?

Estudo revela que sons produzidos por asas de insetos há 165 milhões de anos estavam em frequências inaudíveis para nossos ouvidos

Ilustração de insetos voando em floresta jurássica
Imagem: CNN Brasil

Pesquisadores chineses analisaram fósseis de asas de insetos do período Jurássico e, a partir de comparações com espécies atuais e tecnologia avançada, conseguiram estimar os sons emitidos. Muitos deles ultrapassavam o limite da audição humana, sugerindo um ambiente sonoro muito distinto do imaginado.

Em um esforço inovador de entender como seria o ambiente sonoro das florestas, cientistas recriaram os sons produzidos por insetos que viveram há 165 milhões de anos, no período Jurássico. Segundo um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) e divulgado pela CNN Brasil, as frequências destes sons ultrapassavam o limite da audição humana, o que modifica profundamente a impressão comum sobre como seria a vida naquele tempo.

A equipe de pesquisadores concentrou sua análise em fósseis de 20 asas de nove espécies diferentes de insetos encontrados na Mongólia Interior, na China. Para desvendar os sons que esses seres provavelmente produziam, os cientistas compararam essas asas antigas com as de insetos modernos, aplicando técnicas como vibrometria a laser para medir as vibrações da estrutura das asas e simulações computacionais para estimar as frequências sonoras.

Segundo o estudo, as asas desses insetos tinham estruturas especializadas para a produção de sons, funcionando de maneira semelhante a um instrumento musical. Uma parte da asa se movimentava contra outra, gerando vibrações que produziam o chamado. Com estes dados técnicos e a comparação com insetos atuais, os pesquisadores conseguiram reconstruir o que poderia ser o ambiente audível da época.

O resultado da investigação indica que uma boa parte dos sons emitidos pelos insetos do Jurássico estava acima da faixa de audição humana, um dado que desafia a forma como o público é acostumado a imaginar essas florestas em filmes e documentários. Se fosse possível caminhar por uma floresta naquele período, ouviríamos muitos ruídos além da nossa capacidade de captar com os ouvidos.

É importante destacar que estas informações foram divulgadas apenas pela CNN Brasil até o momento, e ainda não há confirmação oficial ou expressa de outras fontes, o que significa que análises complementares ou futuras poderão ampliar ou modificar as conclusões apresentadas. Ainda assim, este estudo abre uma nova janela para o entendimento da biodiversidade e dos ecossistemas do passado remoto da Terra.

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O que sabemos?

  • Estudo analisou fósseis de asas de 20 indivíduos de 9 espécies de insetos do Jurássico.
  • As asas tinham estruturas para produção de som, semelhantes a instrumentos.
  • Pesquisadores usaram vibrometria a laser e simulações para estimar frequências sonoras.
  • Muitos dos sons produzidos estariam fora da audição humana.

Fontes

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